° / °
Política
Cartaz apócrifo

Site recorre à Justiça Eleitoral e argumenta sigilo de fontes sobre cartaz contra Raquel Lyra

Defesa pediu habeas corpus ao TRE-PE após prazo para revelar fonte de imagem expirar

Guto Moraes

Publicado: 07/09/2026 às 16:33

Prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE)
/Foto: Reprodução/Google Street View

Prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) (Foto: Reprodução/Google Street View )

A defesa dos responsáveis pelo site Bastidor.PE entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), no domingo (6), após expirar o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os jornalistas apresentassem informações sobre um cartaz apócrifo que relacionava a governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, com a morte do seu marido, Fernando Lucena.

No pedido de concessão liminar, a que o Diario teve acesso, o advogado Thomas Crisóstomo solicita também "a suspensão imediata" de "eventual mandado de busca e apreensão ou expedição futura" relacionado aos aparelhos eletrônicos dos jornalistas Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar, do Bastidor.PE. O pedido se baseia no argumento da violação ao sigilo das fontes jornalísticas.

Na decisão da última sexta-feira (4), a Justiça Eleitoral havia determinado que os administradores da página apresentassem o arquivo digital original da fotografia do cartaz, publicada no dia 30 de agosto. O objetivo é reunir os metadados do arquivo digital, como horário de criação e coordenadas geográficas, a fim de identificar sua autoria.

Ainda na solicitação, que determinou o prazo de 48 horas para a apresentação do material à autoridade policial, os jornalistas deveriam indicar quem e por que meio enviou a fotografia em questão, bem como quem recebeu, indicando-se a conta, endereço eletrônico, número telefônico, perfil ou usuário remetente, além do responsável pela seleção, edição e publicação do material.

Relembre o caso

A fotografia foi publicada no domingo, 30 de agosto, e passou a ocupar o centro da controvérsia envolvendo a circulação dos panfletos. Desde então, tanto a campanha de João Campos quanto a de Raquel Lyra recorreram à Justiça para pedir a apuração da autoria e das circunstâncias do fato.

O material foi repudiado por Lyra, que divulgou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a utilização da morte do marido em uma disputa eleitoral era uma atitude cruel.

Raquel também pediu respeito à sua família e à memória do marido, o empresário Fernando Lucena, que morreu de mal súbito na véspera do primeiro turno das eleições de 2022. 

O Diario de Pernambuco tentou contato com Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar e espera retorno. O espaço segue aberto.

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas