° / °
Política
ELEIÇÕES 2026

Coligação de João Campos aciona Justiça para investigar colagem de cartazes contra o candidato

Segundo a Frente Popular de Pernambuco, a colagem de cartazes apócrifos contra João Campos aconteceu no dia 1º de agosto, no Centro do Recife

Nicolle Gomes

Publicado: 02/09/2026 às 19:54

Segundo a Frente Popular, a circulação de cartazes apócrifos contra João Campos (PSB) já havia sido apontada em ação registrada na Justiça no fim de agosto/Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo a Frente Popular, a circulação de cartazes apócrifos contra João Campos (PSB) já havia sido apontada em ação registrada na Justiça no fim de agosto (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos (PSB), acionou a Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (2), pedindo investigação sobre a colagem de cartazes apócrifos contra o candidato ao governo estadual no Recife.

A coligação enviou à Justiça um vídeo de 36 segundos que mostra um grupo de homens grudando o material em um poste na Travessa Tiradentes, no Bairro do Recife. As imagens de circuito de segurança teriam sido capturadas no dia 1° de agosto.

 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 

Um post compartilhado por Diario de Pernambuco (@diariodepernambuco)

“A solicitação se junta à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) impetrada pela coligação no dia 27 de agosto, relativa a eventuais abusos de poder político e econômico por parte da atual gestão do governo do Estado”, informou a Frente Popular em nota à imprensa.

No pedido encaminhado à Justiça, a coligação diz que “o que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado: quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa”.

O jurídico da coligação de João Campos argumenta que o material não apareceu nos espaços urbanos aleatoriamente. “Houve execução humana concreta, organizada no local, em período noturno, mediante atuação coordenada de pessoas que portavam e afixaram sucessivamente os impressos. A identificação dessas pessoas constitui, portanto, providência investigativa elementar. Uma vez identificados os responsáveis materiais pela colagem, será possível apurar quem os contratou; de quem receberam os impressos; quem lhes forneceu os endereços ou o roteiro dos locais; quantos pontos foram alcançados; que veículo foi utilizado; onde o material foi retirado; qual empresa gráfica realizou sua impressão; quem efetuou o pagamento; e mediante qual instrumento ou meio financeiro”.

Ação de Investigação Judicial Eleitoral

Segundo a Frente Popular, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral impetrada em 27 de agosto já trazia denúncias sobre a colagem de cartazes contra o socialista.

“A AIJE pede, entre outras coisas, a investigação de uma estrutura destinada à difamação de João Campos nas redes sociais. A coligação também solicita investigações sobre os gastos do governo do Estado com publicidade, além de agências que estariam por trás de pagamentos a um suposto “gabinete do ódio” contra Campos”, descreve a Frente Popular.

"As investigações, no entender da Frente Popular, também deveriam se estender ao uso de ônibus oficiais para transportar pessoas para convenção de Raquel Lyra no Recife, além do uso, por parte da própria governadora, para agendas político-partidárias, de um avião do governo destinado a socorro aeromédico", completa a coligação.

 

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas