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Política
SABATINA

João Campos nega que tentou barrar candidatura de Ivan Moraes: "Respeito todos os partidos"

Candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos afirmou que partidos devem definir seus próprios caminhos e destacou articulação para formar aliança em torno de Lula

Adelmo Lucena

Publicado: 25/08/2026 às 15:25

João Campos (PSB) em sabatina no Diario de Pernambuco/Karol Rodrigues/DP Foto

João Campos (PSB) em sabatina no Diario de Pernambuco (Karol Rodrigues/DP Foto)

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) rebateu, durante sabatina do Diario de Pernambuco nesta terça-feira (25), a afirmação feita pelo candidato Ivan Moraes (PSOL) de que teria sofrido pressão do PSB para retirar sua candidatura ao governo estadual.

Ao responder sobre a relação com outras candidaturas e partidos, João afirmou que respeita "decisões das legendas" e citou sua atuação como presidente nacional do PSB na construção de alianças em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

Sem citar diretamente Ivan Moraes, João afirmou que cada partido deve ter autonomia para definir suas candidaturas e estratégias eleitorais. O socialista também rejeitou a ideia de que a construção de alianças nacionais tenha ocorrido a partir da imposição de uma única candidatura e apresentou exemplos de acordos feitos entre diferentes legendas.

“Demonstrei respeito por todas as candidaturas, pelos partidos políticos. Eu sou presidente nacional de um partido. Conduzi o partido no Brasil inteiro para criar uma grande aliança em torno da candidatura de Lula e Alckmin, que é uma prioridade para o campo democrático brasileiro”, afirmou João.

A declaração foi feita após Ivan Moraes afirmar, na sabatina realizada pelo Diario na segunda-feira (24), que João teria tentado inviabilizar sua candidatura e ameaçado o PSOL. Ivan disse ainda que o partido não abriria mão de uma candidatura própria em Pernambuco. Ele foi oficializado como candidato no dia 16 de agosto.

Alianças em outros estados

Ao defender sua atuação na articulação nacional, João citou negociações realizadas pelo PSB em diferentes estados. Ele diz que a construção da aliança em torno de Lula envolveu concessões e mudanças nas estratégias eleitorais de partidos que integraram o grupo.

“Nós tínhamos uma candidatura ao governo em São Paulo, candidatura de Márcio França. Depois, a candidatura de Márcio foi deslocada para apoiar Haddad, e ele topou ser vice e não ser candidato ao Senado para garantir uma vaga para Marina Silva, da Rede, no Senado."

João também mencionou a construção de alianças no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No primeiro caso, citou o apoio a Manuela D’Ávila [PSOL] ao Senado e Juliana Brizola [PDT] ao governo. Em Santa Catarina, afirmou que o PSB lançou Gelson Merisio para o governo em uma composição que, segundo ele, também buscava fortalecer o palanque de Lula.

Ao final da resposta, João frisou que as decisões sobre candidaturas devem ser tomadas pelas próprias legendas. “Como presidente do PSB e dentro dos colegiados do PSB, a gente decide sobre o PSB; o PT decide sobre o PT; o PDT, sobre o PDT; o PSOL, sobre o PSOL. E eu tenho profundo respeito pelas decisões partidárias e pelas candidaturas.”


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