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Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47%, mesmos porcentuais de julho, diz Genial/Quaest

Quando questionados sobre a avaliação que fazem do governo, 36% fazem uma avaliação positiva, 36% fazem uma avaliação negativa e 26%, regular

Estadão Conteúdo

Publicado: 05/08/2026 às 07:32

Presidente Luís Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert/Divulgação

Presidente Luís Inácio Lula da Silva ( Ricardo Stuckert/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os números de aprovação e de avaliação de seu governo em pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5, em um sinal de cenário estagnado em relação ao mês passado. Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47% dos entrevistados.

Quando questionados sobre a avaliação que fazem do governo, 36% fazem uma avaliação positiva, 36% fazem uma avaliação negativa e 26%, regular. São exatamente os mesmos porcentuais da pesquisa Genial/Quaest de julho.

Apesar disso, o presidente da República viu seu desempenho cair em outros tópicos da pesquisa. Para 55% dos entrevistados, por exemplo, o Brasil está indo na direção errada (eram 51% em julho), enquanto 38% dizem que está na direção certa (eram 39% no mês passado).

Além disso, mais pessoas consideraram que Lula não merece mais quatro anos como presidente da República. Em julho, 51% diziam que ele não merecia e 45%, que ele merecia. Agora, 55% dizem que ele não merece e 41%, que ele merece.

Outra pergunta com um sinal de atenção para o governo petista é o que avalia o que mais dá medo nos entrevistados: Lula ou Bolsonaro. Para 44%, é a volta da família Bolsonaro ao poder (eram 46% no mês passado). Para 41%, é a continuidade de Lula no poder (eram 38% em julho).

A pesquisa mostrou que cresceu a percepção nos entrevistados de que as notícias sobre o governo Lula, nesse último mês, foram mais negativas. Em julho, 40% acreditavam que o noticiário era mais negativo. Hoje, são 44%. Os que avaliavam que as notícias eram mais positivas eram 33% em julho e agora são 29%. Outros 25% disseram que não têm visto notícias (em julho, eram 23%).

Economia

A percepção dos entrevistados pela Genial/Quaest sobre a economia é de que a situação nos últimos 12 meses tem piorado: 43% afirmam que a economia está pior hoje em relação a um ano atrás (mesmo porcentual de julho). Mas cresceu a percepção de que tudo está do mesmo jeito: eram 33% em julho e agora são 35%. Os que acreditam que a economia melhorou eram 20% há um mês e agora são 19%.

Para 68% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês (em julho, eram 66%). Apenas 9% afirmam que o preço caiu (mesmo porcentual de julho). Outros 21% disseram que os preços continuam iguais.

A pesquisa mostra que a imensa maioria dos entrevistados acredita que o poder de compra da população tem caído gradualmente no último ano. Para 69%, o poder hoje é menor do que há um ano. Para 20%, o poder de compra é igual. Outros 10% dizem que ele é maior.

A percepção sobre o emprego melhorou em relação a julho. Os que consideram que está mais difícil conseguir um emprego caíram de 55% para 48%, enquanto os que consideram que está mais fácil subiram de 36% para 41%. A expectativa de melhora da economia é latente. Em julho, 39% diziam acreditar que a situação ia melhorar. Agora são 46%. Os que diziam que ia piorar eram 27%. Agora, são 24%. Outros 25% acreditam que tudo ficará como está.

Rejeição

Embora polarizem a disputa já no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro também são os candidatos mais rejeitados pelo eleitorado. O senador do PL é rejeitado por 54% dos eleitores, e o presidente, por 52%. Ronaldo Caiado (PSD) é rejeitado por 34%, Romeu Zema (Novo) por 32% e Renan Santos (Missão) por 20%.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

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