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Flávio Bolsonaro aparece em foto ao lado de "Sicário", chefe da milícia privada de Vorcaro

Senador e pré-candidato à presidência, Flávio disse que "se a foto for verdade" é mais uma feita com pessoas que pedem o registro ao encontrá-lo

Cynthia Morato*

Publicado: 15/07/2026 às 16:27

Flávio Bolsonaro e Sicário/Reprodução/ICL Notícias

Flávio Bolsonaro e Sicário (Reprodução/ICL Notícias)

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), teve uma foto divulgada ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", chefe da milícia privada do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O registro feito em 2022 em um hotel da Zona Sul do Rio de Janeiro foi publicado pelo portal de notícias ICL nesta quarta-feira (15).

À imprensa, Flávio afirmou não saber se a foto é verdadeira. “Se for verdade, certamente é mais uma das várias que eu tiro todos os dias porque, graças a Deus, sou bem recebido por onde passo, tiro foto com todo mundo que me pede. Não tem como eu saber quem é a pessoa que está tirando foto comigo", disse ao Correio Braziliense. Ainda segundo o senador, essa seria “mais uma narrativa pra gente derrubar”.

A assessoria de Flávio especulou que a foto poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Porém, o ICL afirmou na publicação que submeteu a imagem a cinco ferramentas de de análise de imagem: Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer. Nenhuma delas, informa o portal, constatou sinais de manipulação por IA.

A foto também foi checada pelo portal G1 e as ferramentas de checagem usadas indicaram “baixa probabilidade de manipulação por IA”.

Quem era Sicário?

Do latim "Sicarius", homem da adaga, o apelido "Sicário" não era apenas simbólico para Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro.

De acordo com a PF, o "Sicário" teria acessado indevidamente sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol, para monitorar adversários e desafetos do banqueiro.

Sicário foi preso no dia 4 de março deste ano pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele cometeu suicídio enquanto estava sob custódia dos federais na Superintendência Regional do órgão em Minas Gerais.

*Com Estadão Conteúdo

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