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Política
GESTÃO ESTADUAL

Raquel Lyra utilizou avião comprado para operações aeromédicas, diz jornal

Segundo a reportagem, a primeira viagem da governadora utilizando a aeronave ocorreu poucos dias após a entrega do equipamento ao Estado

Diario de Pernambuco

Publicado: 14/06/2026 às 17:52

Governadora Raquel Lyra/Foto: Rafael Vieira / DP Foto

Governadora Raquel Lyra (Foto: Rafael Vieira / DP Foto)

Uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco e equipada para operações aeromédicas passou a ser usada também em viagens da governadora Raquel Lyra para agendas oficiais e compromissos políticos. A informação é da Folha de S.Paulo. Em nota, o Governo de Pernambuco negou desvio de finalidade e informou que “os deslocamentos em aeronaves oficiais ocorrem para o cumprimento de agendas institucionais de interesse do Estado”.

De acordo com o jornal, a aeronave, um modelo King Air 260, foi comprada por R$ 64,3 milhões com recursos da Secretaria de Defesa Social (SDS) em julho de 2025 e entregue em dezembro do mesmo ano. Na ocasião, o Grupamento Tático Aéreo (GTA), responsável pela operação das aeronaves governamentais, destacou que o equipamento ampliaria a capacidade de atendimento aeromédico no estado.

"Com estrutura adequada para o transporte aeromédico, o avião garante mais agilidade no tempo de resposta e mais segurança para pacientes e equipes, fortalecendo o atendimento em missões que não podem esperar", descreveu o órgão no Instagram.

Segundo a reportagem, a primeira viagem da governadora utilizando a aeronave ocorreu poucos dias após a entrega do equipamento ao Estado. Raquel Lyra embarcou para Brasília, onde participou de compromissos institucionais, incluindo uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de reuniões políticas com lideranças do PSD.

Documentos obtidos pelo jornal indicam que, em 15 de dezembro de 2025, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) autorizou a retirada temporária dos equipamentos médicos para adequar o avião ao transporte de autoridades.

Na ocasião, segundo a Folha, o governo contratou uma empresa de táxi aéreo para realizar o transporte de um paciente e uma operação de captação de órgãos para transplante, ao custo de cerca de R$ 100 mil.

O jornal acrescenta que a governadora também utilizou a aeronave em viagem a São Paulo para acompanhar o leilão da concessão dos serviços de saneamento básico de Pernambuco e, posteriormente, retornou à capital federal para participar de um encontro com prefeitos pernambucanos.

A publicação ainda informa que a aeronave voltou a ser usada por Raquel Lyra em maio deste ano, em viagens para compromissos no Agreste pernambucano, em Brasília e em São Paulo.

De acordo com a gestão estadual, as aeronaves citadas na reportagem são utilizadas “somente em missões institucionais de interesse público”. Segundo o governo, “sua utilização segue critérios técnicos, operacionais e legais estabelecidos pelos órgãos competentes”.

Na saúde, a gestão afirma que a frota é empregada em remoções aeromédicas, resgates e transporte de órgãos para transplantes, contabilizando 55 deslocamentos para essas finalidades desde a aquisição das aeronaves.

Além disso, o Executivo nega que o uso institucional prejudique o atendimento à população, afirmando que outras aeronaves permanecem sempre à disposição para emergências médicas e operações policiais.

“Desde 2023, os deslocamentos da governadora Raquel Lyra ocorrem, em sua maioria, por meio de voos comerciais. Desde o início da gestão, foram registrados 158 trechos, gerando uma economia de R$ 880 mil. Entre 2020 e 2023, o governo liquidou o montante de R$ 1,6 milhão referente a contratos de táxi aéreo utilizados no período de 2019 a 2022, anterior à atual gestão”, afirma.

Por fim, a Secretaria de Defesa Social (SDS) nega “qualquer descaracterização da aeronave” mencionada na denúncia. O órgão afirma que o veículo “possui elementos visuais que identificam claramente seu uso público, como o brasão do Estado e a identidade visual da secretaria”.

A SDS também diz que, “nos deslocamentos que não envolvem missões de saúde, os equipamentos médicos são temporariamente retirados e reinstalados ao término da operação, sem comprometimento de sua funcionalidade”.

Leia a nota completa:

O Governo de Pernambuco informa que as aeronaves citadas integram a frota pública estadual e são utilizadas somente em missões institucionais de interesse público, incluindo ações de segurança pública, defesa civil, apoio aeromédico, transporte de equipes técnicas e deslocamentos oficiais. As aeronaves pertencem ao Estado e sua utilização segue critérios técnicos, operacionais e legais estabelecidos pelos órgãos competentes.

Na área da saúde, por exemplo, as aeronaves são empregadas em remoções aeromédicas, repatriações, operações de resgate e transporte de órgãos para transplante. Desde a aquisição das aeronaves, já foram realizados 55 deslocamentos para essas finalidades. Na segurança pública, também são utilizadas no transporte de efetivos em operações policiais.

Desde 2023, os deslocamentos da governadora Raquel Lyra ocorrem, em sua maioria, por meio de voos comerciais. Desde o início da gestão, foram registrados 158 trechos, gerando uma economia de R$ 880 mil. Entre 2020 e 2023, o governo liquidou o montante de R$ 1,6 milhão referente a contratos de táxi aéreo utilizados no período de 2019 a 2022, anterior à atual gestão.

Já os deslocamentos em aeronaves oficiais ocorrem para o cumprimento de agendas institucionais de interesse do Estado, em conformidade com a portaria 734/SDS, de 16 de maio de 2010. Nessa modalidade, foram realizados 45 trechos, sem qualquer prejuízo às operações de saúde e segurança pública, uma vez que outras aeronaves permanecem à disposição para o atendimento dessas demandas.

Não há, por parte da Secretaria de Defesa Social (SDS), qualquer descaracterização da aeronave mencionada, uma vez que ela possui elementos visuais que identificam claramente seu uso público, como o brasão do Estado e a identidade visual da SDS. Nos deslocamentos que não envolvem missões de saúde, os equipamentos médicos são temporariamente retirados e reinstalados ao término da operação, sem comprometimento de sua funcionalidade.

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