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"Não aceitamos ser tratados como moleques" diz Lula após decisão dos EUA sobre PCC e CV

Presidente falou sobre o tema, pela primeira vez, nesta sexta (29), em evento em Sergipe, criticando decisão dos EUA. Também disse que combate a facções será feito internamente

Diario de Pernambuco

Publicado: 29/05/2026 às 13:26

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou, pela primeira vez, nesta sexta (29), sobre o fato de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Em Sergipe, o presidente defendeu a soberania do país ao dizer que ele, e o Brasil "não aceitarão ser tratados como moleques", ou como uma "republiqueta"

Lula também disse que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado, e que não aceitará intervenções internacionais.

"Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção", afirmou o petista.

Ainda de acordo com Lula, o CV e o PCC são, de fato, terroristas para cidadãos que moram em regiões de periferia.

O mandatário brasileiro destacou que as facções “incomodam famílias, bairros e cidades. Por isso, serão combatidos internamente”.

"Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a Lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden...e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá", acrescentou.

CV , EUA , Lula , PCC
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