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Dono da Refit, Ricardo Magro tem prisão decretada pelo STF e entra na lista vermelha da Interpol

Operação Sem Refino investiga suposto esquema de ocultação de patrimônio e evasão de recursos no setor de combustíveis

Diario de Pernambuco

Publicado: 15/05/2026 às 09:41

Ricardo Magro, dono da Refit/Reprodução/Redes sociais

Ricardo Magro, dono da Refit (Reprodução/Redes sociais )

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (15), a prisão preventiva do advogado e empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, responsável pela Refinaria de Manguinhos. A decisão também inclui a inserção do nome do empresário na lista de difusão vermelha da Interpol. Atualmente, Magro reside em Miami, nos Estados Unidos.

As medidas integram a Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. A investigação apura a existência de um suposto esquema no setor de combustíveis voltado à ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio irregular de recursos para o exterior.

Ao todo, os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão, além de sete determinações de afastamento de funções públicas. As ações ocorrem simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

Entre os alvos da operação também está o ex-governador do Rio de Janeiro, que recebeu mandado de busca e apreensão em sua residência localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

A apuração está vinculada à ADPF 635/RJ, conhecida como "ADPF das Favelas", iniciativa voltada ao enfrentamento da atuação de organizações criminosas e de possíveis ligações entre esses grupos e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Além da ordem de prisão, Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas no inquérito.

Figura influente no mercado de combustíveis, Ricardo Magro é conhecido no setor pelas dívidas acumuladas com estados e com a União, que somam cerca de R$ 26 bilhões. Antes de consolidar atuação empresarial, ele também exerceu a advocacia e trabalhou para nomes da política nacional, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

 

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