Flávio diz que Bolsonaro o mandou "ficar firme" após divulgação de áudio enviado a Vorcaro
Para a CNN, Flávio afirmou que Bolsonaro teria dito, ainda, que não existe "nenhuma possibilidade" de sua esposa, Michelle, entrar na disputa pela Presidência da República
Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo
Publicado: 14/05/2026 às 06:51
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ( Foto: EVARISTO SA / AFP)
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em conversa com a CNN, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o mandou “ficar firme” em encontro realizado após a divulgação de conversas dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Bolsonaro teria dito, ainda, que não existe “nenhuma possibilidade” de sua esposa, Michelle, entrar na disputa pela Presidência da República.
“Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei à ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.
Também na tarde de quarta (13), Flávio Bolsonaro reuniu aliados para uma conversa de emergência. Ele deixou o imóvel que usa como “QG” sem falar, dentro de seu carro.
Em outro carro saiu o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RJ). Mais cedo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto já havia deixado o local.
A reunião foi convocada após a publicação de uma reportagem do Intercept afirmar que o dono do Master, Daniel Vorcaro, teria dado dinheiro para ajudar a financiar o filme que retratará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), a pedido de Flávio.
O presidenciável admitiu ter procurado Daniel Vorcaro para pedir financiamento para o filme. Flávio nega, porém, ter recebido ou oferecido vantagens ao banqueiro.
"Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca", declarou o senador, em nota publicada. O senador também publicou o conteúdo em vídeo nas redes sociais.
O senador usou o argumento de que o patrocínio envolvia recursos privados, e não públicos. "O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", falou.