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Primo de Vorcaro fugiu em carro de golf minutos antes de Operação, diz PF

A informação consta na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a nova etapa da ofensiva deflagrada nesta quinta-feira (7/5)

Jessica Andrade - Correio Braziliense

Publicado: 07/05/2026 às 10:25

Daniel Vorcaro/Divulgação

Daniel Vorcaro (Divulgação)

A Polícia Federal identificou que Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, deixou uma residência em Trancoso, na Bahia, cerca de 20 minutos antes da chegada dos agentes durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, no dia 14 de janeiro. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a nova etapa da ofensiva deflagrada nesta quinta-feira (7/5).

Segundo a PF, imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação no imóvel entre 5h13 e 5h41 da manhã de 14 de janeiro deste ano. Já os policiais federais chegaram à residência às 5h59. Nas gravações, um homem apontado como semelhante a Felipe Vorcaro aparece circulando pela área da piscina, consultando o celular diversas vezes e deixando o local em um carrinho de golfe acompanhado de outra pessoa.

De acordo com os investigadores, a saída ocorreu em “circunstâncias incompatíveis com uma rotina ordinária” e indicaria possível tentativa de frustrar a ação policial e dificultar a coleta de provas. Ao chegarem ao imóvel, os agentes relataram ter encontrado sinais de saída abrupta, como quarto aberto, ar-condicionado ligado, roupas de cama desarrumadas e pertences espalhados. Dispositivos eletrônicos pessoais, como celulares e computadores, não foram localizados.

Na decisão, Mendonça afirma que os elementos apresentados pela PF indicam “potencial acesso do investigado a informações privilegiadas” e justificam a prisão temporária de Felipe Vorcaro por cinco dias. O magistrado também considerou necessário impedir eventual ocultação ou destruição de provas ainda não apreendidas.

Felipe Vorcaro foi preso nesta quinta-feira durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao caso do Banco Master. A PF aponta o investigado como integrante do chamado “núcleo financeiro-operacional” da suposta organização criminosa.

A decisão do STF também menciona que Felipe deixou a presidência da Green Investimentos S.A. um dia após a primeira fase da operação. Para os investigadores, a mudança pode indicar tentativa de desvinculação formal das estruturas empresariais sob investigação.

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