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"Eu não ando em cima do muro", diz João Campos sobre apoio a Lula

O prefeito do Recife reafirmou seu apoio ao presidente Lula e a Geraldo Alckmin como vice durante um evento do armamento das guardas municipais

Amanda Medeiros

Publicado: 30/03/2026 às 14:54

João Campos em evento de armamento da Guarda Municipal do Recife/Marina Torres/Dp foto

João Campos em evento de armamento da Guarda Municipal do Recife (Marina Torres/Dp foto)

“Eu não tenho dois lados, eu não ando em cima do muro”, disse João Campos (PSB). A quatro dias de terminar o seu mandato na Prefeitura do Recife, o prefeito reiterou apoio ao presidente Lula (PT) e afirmou que Geraldo Alckmin (PSB), como vice, é uma das prioridades do partido. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (30), na Praça do Arsenal, durante agenda sobre o armamento das guardas municipais.


“A minha posição é clara: no dia em que tomei posse como presidente nacional do partido, eu já declarei o nosso apoio a Lula e que o nosso partido estaria com ele. Então, mais uma vez, a gente vai estar com ele na reeleição. E eu imagino que quem é filiado a um partido e tem um candidato lançado por esse partido vota no candidato do seu partido”, declarou.


Quando questionado se existiria alguma tensão entre o PT e o PSB devido à ausência de três deputados petistas (Rosa Amorim, João Paulo e Doriel Barros) no evento realizado no último sábado (28), João afirmou que isso não significa nada de negativo.


“A gente teve o apoio, pelo que me constou, de 86% do diretório, que votou de forma favorável (ao apoio à chapa de João). Os partidos firmaram uma aliança, essa aliança foi aprovada no âmbito da instância que decide, que é o diretório do partido, e há um processo natural de você ir trazendo, não só quem votou no diretório, mas também os filiados”, afirmou.


Armamento da guarda municipal


Referindo-se ao armamento da guarda municipal, o prefeito disse estar feliz em “fazer valer a palavra”, algo que afirma ter aprendido com seu pai, o ex-governador Eduardo Campos: “Ele dizia: ‘Meu filho, o patrimônio que o político tem que ter é a palavra. Eu prometi, no primeiro governo, que não era o momento de fazer o armamento da guarda, e fiz dessa forma (de agora)’”.


João Campos afirmou que, com um ano e três meses de gestão, o “compromisso está cumprido”, com a primeira turma da guarda civil formada e armada. “Vão ter, no mínimo, 250 guardas formados e com porte de arma de fogo neste primeiro ciclo”, disse.


Do outro lado, Alessandro Sena, guarda municipal e presidente do sindicato dos guardas municipais, diz que o armamento é uma demanda pleiteada há 16 anos pela categoria.

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