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"Não há força humana que vai me fazer não apoiar Raquel Lyra", diz Mendonça Filho

O deputado federal Mendonça Filho pede o cancelamento do pedido para formação de uma federação entre União Brasil e o PP afirma não estar disposto a "insistir na indefinição"

Amanda Medeiros

Publicado: 16/03/2026 às 13:22

Deputado federal Mendonça Filho (União-PE)/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Deputado federal Mendonça Filho (União-PE) (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

“Não há força humana que possa me fazer mudar a posição de apoiar Raquel Lyra”, disse o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil), em entrevista, nesta segunda-feira (16). O parlamentar fez pedido de cancelamento da federação União Progressista (PP e UB) devido às indefinições do grupo político, na última sexta (13).

A entrevista foi dada à Rádio Folha e nela o parlamentar afirmou não ter “jogo escondido” e que não está disposto a “insistir na indefinição” em relação às escolhas da “federação”.

Mendonça explica que tentar harmonizar os interesses entre partidos de uma federação acaba sendo uma tarefa muito complexa e competitiva dentro de um grupo, “o que acaba gerando insegurança jurídica e política”, diz.

“Não dá para você, a 15 dias praticamente do prazo final de filiações (3 de abril), estar nessa indefinição. Eu preciso ter conforto, sou deputado federal, sou uma pessoa que tem um lado”, declarou, sobre a indefinição na escolha do governador pela “federação”.

A federação entre o PP e o UB duraria quatro anos e, até então, não foi homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mendonça Filho conta que pediu ao presidente nacional do partido, Antonio Rueda, para discutir questões sobre a formação da federação apenas depois das eleições, visto que agora é essencial escolher entre o prefeito João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra.

“Agora não posso ficar aqui com essa dúvida terrível, prefeitos pressionando; vereadores, os deputados estaduais, os deputados federais todos inquietos, sem saber qual é o rumo e qual é o caminho a ser tomado. Tinha pedido na semana passada que houvesse uma decisão sobre se aqui nós estaríamos com Raquel ou com o João. Não posso entregar a minha vida na mão dos outros. Eu sempre conduzi meu destino político e minha posição política é isso que eu quero: liberdade para decidir o caminho que eu quero seguir”, explicou.

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