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Política
Câmara do Recife

Vereadora Kari Santos expõe ameaças e assédio em plenário da Câmara

A parlamentar tornou públicas ameaças de morte e de violência sexual, além de caso de assédio sofrido no carvanal deste ano. Parlamentares ainda debateram sobre a violência de gênero na política

Amanda Medeiros

Publicado: 09/03/2026 às 15:58

Vereadora do Recife Kari Santos/Foto: Câmara Municipal do Recife

Vereadora do Recife Kari Santos (Foto: Câmara Municipal do Recife)

A vereadora Kari Santos (PT) deu um depoimento pessoal sobre violência de gênero nesta segunda-feira (9), no plenário da Câmara. A parlamentar tornou públicas ameaças de morte e de violência sexual que afirma vir recebendo em seu e-mail e redes sociais, além de relatar uma situação de assédio que ocorreu durante o Carnaval deste ano.

Em sua fala, a petista também afirmou que a denúncia da vereadora Andreza Romero (Podemos) sobre caso de assédio no Beach Park, no Ceará, a motivou a se manifestar. O caso aconteceu no último sábado (7).

Na situação, Kari também criticou o discurso do vereador Eduardo Moura (Novo) sobre mulheres na cidade do Recife que “se fazem de vítimas” e que "ficam de quiquiqui” em relação à violência de gênero.

“Eu brigo com todo mundo nessa casa, mas eu não consegui brigar com a pessoa que apalpou meus seios três vezes. É com esse tipo de discurso (se referindo a fala de Eduardo Moura) que a gente faz com que as mulheres da nossa cidade sejam assediadas, violentadas e ameaçadas. E eu não sou mulher de 'quiquiquizinho' não, eu sou mulher de vir aqui, apontar o dedo e dizer que esse tipo de discurso não pode se repetir aqui nessa casa”, disse a vereadora.

Na ocasião do Plenário, a vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) se solidarizou e trouxe a violência de gênero dentro da política para debate: “Eu fui interrompida mais de 40 vezes no ano passado enquanto estava aqui. Não existe aparte, existe interrupção deliberada para que nós (mulheres) não consigamos completar o nosso raciocínio. Se nessa Casa de José Mariano, Casa de democracia, ainda se age assim e dizem que estamos fazendo 'quiquiqui', é 'mimimi'; se nesta casa, que é a Casa da fala, do discurso, da palavra, existe permanentemente a violência de gênero contra nós, onde é que a gente vai ser respeitada?”


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