PT quer evitar candidaturas avulsas, diz Dani Portela
Em visita do Diario, parlamentar também afirmou que presidente Lula decidiu pela renovação da Federação Brasil da Esperança, com PT/PV/PCdoB
Publicado: 06/03/2026 às 00:54
Após dez anos no Psol, deputada estadual formaliza sua entrada no PT no dia 13 (Sandy James/DP Foto )
A deputada estadual Dani Portela afirmou que, até o momento, a orientação nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) é evitar candidaturas avulsas ao Senado em Pernambuco e buscar a construção de uma chapa unificada dentro da Frente Popular para as eleições de 2026. Segundo a parlamentar, que está ingressando no partido, o senador Humberto Costa é o candidato natural da aliança à reeleição, enquanto a segunda vaga segue em discussão entre os partidos que compõem o grupo político liderado pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB).
Entre os nomes que circulam para a disputa estão o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) e a deputada federal Marília Arraes, que deixou o Solidariedade e deve se filiar ao PDT nos próximos dias. “Existe um candidato natural na chapa que é o senador Humberto. A segunda vaga ainda precisa ser definida. A orientação nacional é que não haja candidatura avulsa. A Frente Popular precisa afunilar essa decisão”, afirmou Dani.
A deputada reforçou ainda que o foco do partido será garantir unidade em torno do palanque do presidente Lula (PT). “É uma eleição que tende a ser novamente apertada. Não dá para ficar em neutralidade. O partido precisa reforçar onde o time de Lula estiver”, disse.
Ato de Filiação
Em meio às articulações políticas, Dani Portela oficializa no próximo dia 13 de março sua filiação ao PT, após cerca de dez anos no Psol. A ficha de filiação da deputada foi assinada diretamente pelo presidente Lula durante um encontro em Brasília, no aniversário do partido. Segundo ela, o gesto teve um forte significado político e pessoal. “Se Lula me chamou, é para lá que eu vou. Receber a assinatura dele foi muito marcante”, afirmou.
A deputada estadual é a primeira a anunciar a mudança de legenda com a abertura da janela partidária, aberta ontem e que segue até o dia 3 de abril. Dani explicou que a decisão foi construída ao longo dos últimos anos, em diálogo com seu grupo político e com lideranças petistas, incluindo Humberto Costa. “Estou vindo para disputar a reeleição, mas também para construir um projeto de futuro e fortalecer o time de Lula no Congresso”, declarou.
O ato político-cultural de filiação será realizado no Pátio de São Pedro, no bairro de São José, no Centro do Recife. Segundo Dani Portela, a escolha do local e da data busca refletir sua trajetória política ligada aos movimentos sociais.
“Eu venho da luta dos movimentos sociais, do movimento negro, do movimento de mulheres, da população LGBT. Então não fazia sentido fazer um evento em auditório fechado. Eu venho de uma construção coletiva”, disse.
O evento também deve marcar a filiação de outras lideranças sociais, como poetas, professores universitários e representantes de movimentos do interior do estado.
Manutenção da Federação Brasil da Esperança
A deputada estadual ainda falou que a renovação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT/PV/PCdoB foi decidida pelo presidente Lula e estão sendo discutidos ajustes no estatuto da federação antes da definição final.
Entre as mudanças para este ano está a inclusão de um presidente para o bloco, que está atualmente sob o comando do PT. Em Pernambuco, a federação será presidida pelo deputado federal e presidente do PT-PE, Carlos Veras.
Segundo a parlamentar, o prazo para renovação do acordo entre os partidos se aproxima e as direções nacionais discutem possíveis ajustes no estatuto da federação antes da definição final.
Dani ressaltou também que a existência de federações partidárias permite maior articulação política entre siglas que compartilham campos ideológicos semelhantes. Para ela, esse tipo de organização fortalece a construção coletiva dentro dos partidos, mas sendo necessário quanto às distribuições de nomes competitivos nas eleições .
“Conversando com meus colegas deputados, é esse sentimento da bancada, que a gente precisa se fortalecer enquanto federação. É uma unidade, tem que fazer bem para as partes. Para a manutenção é preciso que todos os partidos se comprometam em fortalecer essa federação. A gente tá caminhando para isso”, pontuou.