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Política
Líder de clã

De Dilma a Bolsonaro: alvo de operação, ex-senador Fernando Bezerra Coelho participou dos últimos governos

Sem depender de quem esteja no comando, esquerda ou direita, FBC se tornou sinônimo da liderança de um clã que tem influência política em parte do Sertão pernambucano. Ele e os filhos foram alvo, nesta quarta (25), da Operação Vassalos, deflagrada pela PF para apurar fraudes e desvios

Diario de Pernambuco

Publicado: 25/02/2026 às 14:56

O ministro Fernando Bezerra Coelho disse que o leilão do pré-sal deve ofertar quatro áreas contíguas a campos já descobertos. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/

O ministro Fernando Bezerra Coelho disse que o leilão do pré-sal deve ofertar quatro áreas contíguas a campos já descobertos. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil ()

Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) é figura conhecida na cúpula do poder em Brasília.

Sem depender de quem esteja no comando no governo federal, seja esquerda ou direita, FBC se tornou sinônimo da liderança de um clã que tem influência política em parte do Sertão pernambucano.

Nesta quarta (25), ele os filhos, o deputado federal Fernando Filho e ex-prefeito de Petrolina (reduto principal da família), Miguel Coelho, foram alvo da Operação Vassalos, que apura fraudes em licitações e e desvios de recursos federais.

Foram cumpridos mais de 40 mandados de busca em Pernambuco e em outros estados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao longo da carreira, o ex-senador foi ministro de Dilma Rousseff (PT) e votou pelo impeachment dela, em 2016.

Depois, assumiu papel de liderança no Senado Federal durante o governo de Michel Temer (PMDB) e permaneceu no cargo na gestão de Jair Messias Bolsonaro (PL).

Em Pernambuco, FBC foi secretário de Desenvolvimento Econômico e indicado pelo então governador Eduardo Campos (PSB) para assumir o Ministério da Integração Nacional de Dilma, em janeiro de 2011.

Em Brasília, esteve à frente da transposição do rio São Francisco, até outubro de 2013. No governo de Temer, atuou na tramitação da reforma trabalhista, aprovada em 2017. Entre 2019 e 2021, virou articulador estratégico do governo de Jair Messias Bolsonaro.

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