"A Polícia Federal agora está no caso", diz João Campos sobre investigação da Polícia Civil contra servidores da Prefeitura do Recife
Decisão do ministro do STF Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal apurar a investigação da Polícia Civil contra servidores da Prefeitura do Recife foi comemorada pelo prefeito João Campos
Publicado: 01/02/2026 às 08:43
João Campos comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal apurar a investigação da Polícia Civil contra servidores da Prefeitura do Recife (Reprodução)
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal apurar a investigação da Polícia Civil contra servidores da Prefeitura do Recife foi comemorada pelo prefeito João Campos (PSB), na noite deste sábado (31). Ele utilizou as redes sociais para ressaltar a gravidade da atitude do Governo do Estado de, na sua avaliação, perseguir adversários políticos utilizando policiais civis.
“A Polícia Federal agora está no caso. Decisão Supremo Tribunal Federal chega para fazer justiça. A PF agora está autorizada a investigar a ação clandestina de monitoramento e de espionagem ilegal conduzida pela Polícia Civil. É hora de Pernambuco saber: quem deu a ordem? A quem interessou agir à margem da lei? Por que fazer isso em pleno ano eleitoral?”, diz João Campos.
O prefeito ressalta na postagem que, “desde o primeiro momento, alertei para a gravidade da situação”. “Sou favorável que toda investigação seja feita, desde que ela cumpra o que prevê a legislação. Como a própria decisão do STF traz, Pernambuco e o Brasil não podem assistir a nenhum tipo de vigilância com finalidade política”, acrescenta
Campos afirma que “atos assim não podem ficar impunes”. “A participação da Polícia Federal será decisiva para apurar, investigar e chegar até o final de um processo que só teve de formal um grupo no WhatsApp. Volto a registrar o meu respeito pela Polícia Civil, que nunca poderá ser transformada em polícia paralela ou em polícia política”, diz o pré-candidato a governador.
João Campos avisa que não será “sob nenhuma hipótese, conivente com quem aceita a atitude ilegal e clandestina de estimular a perseguição eleitoral”. “Tenho certeza de que a verdade vai prevalecer. Para que a pessoa que deu a ordem seja devidamente responsabilizada e para que a confiança nas instituições seja preservada”, conclui.
ALVOS
Os alvos da Polícia Civil foram o secretário municipal de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro, e seu irmão Eduardo Monteiro, que é assessor da Prefeitura do Recife. Denúncia anônima apontou que eles estariam recebendo propina e um grupo formado por três delegados e sete agentes foram designados para investigá-los. Mas nada foi comprovado. A investigação, porém, vazou para a imprensa e o Governo vem sendo acusado de perseguir os adversários. O Governo nega que exista essa orientação.