O que se sabe sobre Daiane Alves, corretora desaparecida após descer ao subsolo do prédio onde mora
Daiane Alves vivia há mais de dois anos na cidade goiana, para onde se mudou com o objetivo de administrar seis imóveis adquiridos pela família no mesmo edifício
Publicado: 16/01/2026 às 13:11
Daiane Alves está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. (Câmera de segurança.)
Há um mês, a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida após ter sido vista pela última vez no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, Goiás. Natural de Uberlândia (MG), ela vivia há mais de dois anos na cidade goiana, para onde se mudou com o objetivo de administrar seis imóveis adquiridos pela família no mesmo edifício. O último registro da mulher com vida é do dia 17 de dezembro do ano passado.
Durante o período em que residiu no prédio, Daiane enfrentou conflitos com moradores vizinhos. Em entrevista ao UOL, a mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, relatou que os desentendimentos se intensificaram após a filha acionar a Justiça de Goiás contra o condomínio. Os processos tramitam na comarca de Caldas Novas, mas os detalhes não foram divulgados.
Apesar das divergências, Nilse afirma que a família não acusa o condomínio nem os moradores pelo desaparecimento. “Tivemos problemas com o condomínio do prédio durante todo o ano de 2025, mas não acusamos ninguém em relação ao que aconteceu”, declarou. O condomínio foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação.
Relembre o caso
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, por volta das 19h, após sair do próprio apartamento e ir até o subsolo do edifício para religar a energia elétrica do imóvel, que havia sido desligada.
Segundo a mãe, quedas e cortes de energia eram frequentes no apartamento. “Não foi a primeira vez que isso aconteceu com a nossa família. A energia elétrica era cortada e nós íamos até o relógio para religar”, explicou Nilse.
Um dia antes do desaparecimento, mesmo após o pagamento da conta de luz, Daiane voltou a ficar sem eletricidade. Diante da situação, decidiu gravar imagens do apartamento sem energia como forma de registrar o problema.
Câmeras de segurança do condomínio mostram o momento em que a corretora sai do apartamento e entra no elevador. Com o celular em mãos, ela grava o trajeto até chegar à área técnica do prédio, no subsolo.
"Ninguém viu ela saindo". O relato de Nilse Alves Pontes, de 68 anos, demonstra apreensão em relação ao desaparecimento da filha - a mineira Daiane Alves Sousa, de 43 anos, que está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, ao ir no subsolo do prédio para checar uma falta… pic.twitter.com/QMwevV5qKf
— O TEMPO (@otempo) January 16, 2026
O vídeo, enviado a uma amiga, mostra que todos os apartamentos ao redor estavam com energia elétrica, exceto o dela. Nas imagens, Daiane também reclama da situação com um dos vizinhos.
Após chegar ao subsolo, a corretora não foi mais vista, e não há registros sobre seu paradeiro desde então.
Em nota, a Polícia Civil de Goiás, responsável pela investigação, informou que as apurações seguem em andamento “com o objetivo de reunir o maior número de informações possíveis e identificar a causa ou o motivo do desaparecimento” de Daiane.
Desaparecimento
Antes de desaparecer, Daiane havia combinado de passar as festas de fim de ano em Uberlândia. Durante sua ausência, Nilse iria a Caldas Novas para assumir temporariamente a administração dos imóveis da família. A última conversa entre mãe e filha ocorreu horas antes do desaparecimento.
No dia seguinte, Nilse tentou contato por mensagens, mas não obteve resposta. Ao chegar a Caldas Novas, percebeu que o apartamento estava vazio e não recebeu informações sobre o paradeiro da filha.
“No dia 18, quando cheguei em Caldas Novas por volta das 17h, já estava muito preocupada. Entrei no apartamento e vi que ela não estava. Fui aos outros apartamentos da família no condomínio, porque ela não atendia o celular”, relatou Nilse ao UOL.
Ainda no dia 18 de dezembro, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento. Também foram feitas buscas em unidades de saúde da região, mas nenhum indício da corretora foi encontrado.
Até o momento, o vídeo enviado à amiga é a única pista conhecida sobre o caso.