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Filme de estudante da UFPE é selecionado para festivais nos EUA e França

Publicado em: 31/08/2021 15:15 | Atualizado em: 31/08/2021 15:22

Elos da Matriarca retrata a avó do diretor, Luzinete Lupercina, ao longo de 25 anos (Foto: Divulgação)
Elos da Matriarca retrata a avó do diretor, Luzinete Lupercina, ao longo de 25 anos (Foto: Divulgação)

O documentário Elos da Matriarca, do estudante do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Thor de Moraes Neukranz, foi selecionado para a 17ª edição do Festival Brésil en Mouvements, que acontecerá de 1º a 3 de outubro, no Cinéma Les Parnassiens, em Paris, na França, e para o First Nations Film and Video Festival, em Chicago, nos EUA, realizado de 1º a 10 de novembro. O documentário do pernambucano usa imagens de arquivo da família e foi filmado no bairro de Água Fria, no Recife.

A produção não contou com recursos públicos nem de empresas privadas. A fim de realizar o desejo de participar presencialmente da sessão em Paris, o estudante da UFPE está lançando uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha. A meta é R$ 10 mil e, até o momento, ele arrecadou cerca de R$ 4 mil. 

Elos da Matriarca retrata a avó de Neukranz, Luzinete Lupercina, ao longo de 25 anos, abarcando das animadas festas da família nos anos 90 até a dramática luta contra a pandemia de hoje. O filme é o trabalho de conclusão do curso do realizador que, nesta obra, mistura técnicas e estéticas audiovisuais. 

Nascido em 1991 no Recife, Thor de Moraes Neukranz é filho de um imigrante alemão branco e uma brasileira preta. Os contrastes sociais e raciais sempre foram marcantes em sua vida e que viver por toda a vida em Água Fria, no subúrbio do Recife, inflamou seu olhar crítico. Após três anos estudando Engenharia Agrícola e Ambiental na UFRPE, em 2014, ele passou a fazer parte do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco, que constrói o cineclube itinerante THCine. Assim começou a engajar-se na análise de documentários para a curadoria do grupo e a fazer cursos relacionados à produção audiovisual, deixando a Engenharia.

Em 2016, formou-se documentarista através da oficina da escola de cinema francesa Ateliers Varan, feita no Recife. No projeto, realizou o documentário Dibuiar, que foi selecionado para festivais franceses no ano seguinte, quando o pernambucano ingressou no curso de Cinema da UFPE.
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