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Julgamento de um dos acusados de participar da chacina em Poção é adiado

O advogado de um dos acusados apresentou atestado médico alegando problemas de saúde, o Juiz que preside o júri já remarcou a nova data e será dia 21 deste mês

Publicado em: 11/12/2023 17:14

O advogado do acusado apresentou atestado médico alegando problemas de saúde (Foto: Divulgação)
O advogado do acusado apresentou atestado médico alegando problemas de saúde (Foto: Divulgação)
O julgamento de um dos acusados de participar do assassinato em série que resultou na morte de três conselheiros tutelares e uma idosa, no município de Poção, no Agres do Estado, foi adiado. 

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o advogado de Wellington Silvestre dos Santos, conhecido como Chaves, não compareceu à sessão do júri na 4ª Vara Criminal da Capital, nesta segunda (11). 

De acordo com o Juiz Abner Apolinário, o advogado do acusado apresentou atestado médico alegando problemas de saúde. 

O magistrado, que é presidente do júri, remarcou o julgamento para o dia 21 deste mês.

O julgamento dos acusados de envolvimento nos assassinatos de três conselheiros tutelares e de uma idosa, no município de Poção, no Agreste do Estado, teve sua data remarcada. 

Conhecido como "Chacina de Poção", o crime  teve grande repercussão para os moradores daquela cidade, que fica a 240 quilômetros do Recife.
 
No crime, foram mortos os conselheiros Carmem Lúcia da Silva, de 38 anos, José Daniel Farias Monteiro, e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos. 

Também foi assassinada a tiros Ana Rita Venâncio, que era a esposa de João Batista, avô materno da criança que sobreviveu ao atentado, na época, com 3 anos de idade. 

Todos foram executados enquanto estavam em um veículo que trafegava em uma rodovia da cidade de Arcoverde, no Sertão do Estado. Eles vinham da casa da avó paterna da criança.

Segundo o avô materno, João Batista, as famílias dividiam a guarda da criança. O pai e a avó paterna cuidavam dela durante a semana e, nos fins de semana, a menina ficava com os avós maternos.

Na época, as investigações da polícia apontaram que  Bernadete exercia a guarda da neta, vítima sobrevivente da cena do crime, cuja guarda oficial era do pai, José Cláudio de Britto Siqueira Filho. A oficial de justiça manteve, através do filho, a disputa judicial pela guarda com a família materna da criança. 

As brigas entre as famílias eram caracterizadas por intensa rivalidade, ameaças e até agressões.

As apurações ainda apontaram que Bernadete Rocha teria pago R$ 45 mil pelo crime, e tinha ainda a intenção de matar todos os parentes maternos que pudessem ficar com a guarda da neta,

O crime foi planejado por Bernadete desde 2014, de acordo com a polícia. Ela é acusada ainda de ter matado a mãe da criança por envenenamento, em dezembro de 2012.

Na época, todos os acusados foram indiciados pela polícia por quatro homicídios duplamente qualificados e podem pegar até 210 anos de prisão.

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