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Notícia de Economia

SOLIDARIEDADE

Empresários pernambucanos doam aparelhos de ventilação

Publicado em: 19/03/2020 08:00 | Atualizado em: 19/03/2020 08:21

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
A disseminação do coronavírus é, neste momento, um problema de saúde pública, mas que naturalmente traz reflexos negativos para a economia. Cuidar do próprio negócio neste momento é fundamental, mas não impede de também olhar para o próximo. Uma campanha entre um grupo de empresários pernambucanos está arrecadando doações para a aquisição de novos aparelhos de ventilação pulmonar e respiração assistida. Cada equipamento custa R$ 52 mil e a meta inicial era conseguir verba suficiente para aquisição de 40 unidades, que já foi atingida. Porém, a iniciativa não vai parar por aí. Sem esquecer dos compromissos do poder público e da iniciativa privada de saúde no combate à disseminação da Covid-19 e no atendimento aos pacientes, a mobilização vai seguir com o objetivo de ajudar diante da necessidade de mais equipamentos para suprir um possível pico de demanda.

A mobilização começou através de um grupo de empresários que percebeu um aumento na demanda pelo serviço de saúde e que identificou que o ponto crítico, neste momento, são os respiradores. "O processo começou com um amigo que falou para outro e hoje tem uma rede de boa vontade e generosidade de vários empresários locais que estão doando.

Eles foram orientados por médicos e especialistas que estão acompanhando os casos e foram informados que vai faltar respirador. Então a lógica é não apenas a de conseguir levantar o recurso, mas também operacionalizar a aquisição dos equipamentos. É uma ação para se somar ao que o poder público está fazendo", explica Guilherme Cavalcanti, porta-voz dos empresários.

Até ontem, já haviam sido arrecadados recursos para 40 equipamentos e 26 já foram adquiridos e devem chegar ao estados nos próximos dias. "Priorizamos comprar os aparelhos que estavam em estoque em empresas no Brasil e, de cara, chegamos nesse número. Os demais vamos procurar empresas que garantam a entrega", explica Guilherme Cavalcanti. Inicialmente, o receptor das doações é o Real Hospital Português, que já estava mobilizado para ampliar a capacidade de atendimento.

"É uma organização de caráter filantrópica e tem a capacidade logística e jurídica para fazer a aquisição com agilidade. Ele dá a capacidade de ter acesso aos fornecedores que não teríamos como desenvolver a curto prazo. Além disso, o hospital tem atuado conforme as orientações do Ministério da Saúde e das secretarias Estadual e Municipal de Saúde, o que garante a alocação correta dos equipamentos. E nada impede fazer a distribuição a partir de lá. Quando a crise passar e a ampliação do atendimento não for mais necessária, os equipamentos terão a alocação reavaliada, podendo ser doada para outras unidades de saúde da rede pública e filantrópica", explica.

Segundo Guilherme Cavalcanti, o grupo de empresários acredita que o momento da solidariedade é agora, que a articulação vai continuar, mas que os nomes dos doares serão mantidos no anonimato, já que as doações estão sendo feitas em caráter de renúncia integral de qualquer forma de retorno. "Não somos um canal de campanha permanente, é uma ação focada. Cada um vai fazer o que consegue e essa é nossa contribuição. Mas cada brasileiro que ficar em casa, já está ajudando muito", concluiu.
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