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ONU afirma que explosão de mina na fronteira entre as Coreias violou o armistício

Comando das Nações Unidas concluiu que artefato norte-coreano causou ferimentos graves em três soldados sul-coreanos; Pyongyang nega envolvimento e fala em "farsa"

Isabel Alvarez

Publicado: 30/09/2026 às 21:27

Comando das Nações Unidas concluiu que artefato norte-coreano causou ferimentos graves em três soldados sul-coreanos; Pyongyang nega envolvimento e fala em

Comando das Nações Unidas concluiu que artefato norte-coreano causou ferimentos graves em três soldados sul-coreanos; Pyongyang nega envolvimento e fala em "farsa". (AFP)

O Comando das Nações Unidas (UNC, na sigla em inglês), força militar responsável pela supervisão do armistício entre as duas Coreias, alertou que as recentes explosões de minas na Zona Desmilitarizada (DMZ) constituem "uma violação" do acordo de paz.

“Com base nas conclusões da investigação, o UNC determinou que ocorreu uma violação do Acordo de Armistício. O UNC está tratando dessa violação por meio dos mecanismos estabelecidos”, comunicou o organismo liderado pelos Estados Unidos.

Segundo a nota oficial, após as explosões ocorridas em 21 de setembro — que deixaram três soldados sul-coreanos gravemente feridos —, o Comando das Nações Unidas conduziu uma investigação conjunta com o Exército da Coreia do Sul. Na apuração, foi encontrada uma mina norte-coreana ativa no lado sul-coreano da Linha de Demarcação Militar (MDL).

O vice-chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Kwon Dae-won, já havia informado no começo desta semana que as provas recolhidas até o momento apontam claramente para o uso de minas terrestres norte-coreanas. De acordo com as autoridades de Seul, a explosão ocorreu durante uma operação conjunta com o UNC para averiguar suspeitas de que Pyongyang teria instalado minas ilegalmente na região.

Coreia do Norte nega acusações e fala em provocação

As autoridades da Coreia do Norte rejeitaram as conclusões de Seul. “É absurdo terem tirado conclusões sobre a origem de uma alegada mina que explodiu em um terreno abandonado onde não põem os pés há mais de meio século”, declarou Kim Yo-jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em nota divulgada pela agência estatal KCNA.

Kim classificou a investigação do incidente como uma "farsa conspirativa" e alertou que as autoridades sul-coreanas tentam se aproveitar da situação para justificar provocações políticas e militares contra Pyongyang. Além disso, a dirigente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores acusou Seul de realizar disparos de advertência na fronteira diariamente. “Os atos de provocação do inimigo nas proximidades da zona fronteiriça meridional estão ultrapassando os limites”, afirmou.

Histórico de tensões na Zona Desmilitarizada

O Comando das Nações Unidas (UNC, na sigla em inglês), força militar responsável pela supervisão do armistício entre as duas Coreias, alertou que as recentes explosões de minas na Zona Desmilitarizada (DMZ) constituem "uma violação" do acordo de paz.

“Com base nas conclusões da investigação, o UNC determinou que ocorreu uma violação do Acordo de Armistício. O UNC está tratando dessa violação por meio dos mecanismos estabelecidos”, comunicou o organismo liderado pelos Estados Unidos.

Segundo a nota oficial, após as explosões ocorridas em 21 de setembro — que deixaram três soldados sul-coreanos gravemente feridos —, o Comando das Nações Unidas conduziu uma investigação conjunta com o Exército da Coreia do Sul. Na apuração, foi encontrada uma mina norte-coreana ativa no lado sul-coreano da Linha de Demarcação Militar (MDL).

O vice-chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Kwon Dae-won, já havia informado no começo desta semana que as provas recolhidas até o momento apontam claramente para o uso de minas terrestres norte-coreanas. De acordo com as autoridades de Seul, a explosão ocorreu durante uma operação conjunta com o UNC para averiguar suspeitas de que Pyongyang teria instalado minas ilegalmente na região.

Coreia do Norte nega acusações e fala em provocação
As autoridades da Coreia do Norte rejeitaram as conclusões de Seul. “É absurdo terem tirado conclusões sobre a origem de uma alegada mina que explodiu em um terreno abandonado onde não põem os pés há mais de meio século”, declarou Kim Yo-jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em nota divulgada pela agência estatal KCNA.

Kim classificou a investigação do incidente como uma "farsa conspirativa" e alertou que as autoridades sul-coreanas tentam se aproveitar da situação para justificar provocações políticas e militares contra Pyongyang. Além disso, a dirigente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores acusou Seul de realizar disparos de advertência na fronteira diariamente. “Os atos de provocação do inimigo nas proximidades da zona fronteiriça meridional estão ultrapassando os limites”, afirmou.

Histórico de tensões na Zona Desmilitarizada

O Comando das Nações Unidas (UNC, na sigla em inglês), força militar responsável pela supervisão do armistício entre as duas Coreias, alertou que as recentes explosões de minas na Zona Desmilitarizada (DMZ) constituem "uma violação" do acordo de paz.

“Com base nas conclusões da investigação, o UNC determinou que ocorreu uma violação do Acordo de Armistício. O UNC está tratando dessa violação por meio dos mecanismos estabelecidos”, comunicou o organismo liderado pelos Estados Unidos.

Segundo a nota oficial, após as explosões ocorridas em 21 de setembro — que deixaram três soldados sul-coreanos gravemente feridos —, o Comando das Nações Unidas conduziu uma investigação conjunta com o Exército da Coreia do Sul. Na apuração, foi encontrada uma mina norte-coreana ativa no lado sul-coreano da Linha de Demarcação Militar (MDL).

O vice-chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Kwon Dae-won, já havia informado no começo desta semana que as provas recolhidas até o momento apontam claramente para o uso de minas terrestres norte-coreanas. De acordo com as autoridades de Seul, a explosão ocorreu durante uma operação conjunta com o UNC para averiguar suspeitas de que Pyongyang teria instalado minas ilegalmente na região.

Coreia do Norte nega acusações e fala em provocação
As autoridades da Coreia do Norte rejeitaram as conclusões de Seul. “É absurdo terem tirado conclusões sobre a origem de uma alegada mina que explodiu em um terreno abandonado onde não põem os pés há mais de meio século”, declarou Kim Yo-jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em nota divulgada pela agência estatal KCNA.

Kim classificou a investigação do incidente como uma "farsa conspirativa" e alertou que as autoridades sul-coreanas tentam se aproveitar da situação para justificar provocações políticas e militares contra Pyongyang. Além disso, a dirigente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores acusou Seul de realizar disparos de advertência na fronteira diariamente. “Os atos de provocação do inimigo nas proximidades da zona fronteiriça meridional estão ultrapassando os limites”, afirmou.

Histórico de tensões na Zona Desmilitarizada

Apesar de a DMZ ser oficialmente desmilitarizada, as extremidades norte e sul estão entre os locais mais minados do mundo. Explosões na área já provocaram diversos atritos diplomáticos e militares entre os dois países. Estima-se que mais de 800 mil minas estejam espalhadas por essa zona de amortecimento de quatro quilômetros de largura, que divide a península ao longo de 250 quilômetros desde 1953.

Como nunca assinaram um tratado de paz definitivo ao fim da Guerra da Coreia, Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra.


Apesar de a DMZ ser oficialmente desmilitarizada, as extremidades norte e sul estão entre os locais mais minados do mundo. Explosões na área já provocaram diversos atritos diplomáticos e militares entre os dois países. Estima-se que mais de 800 mil minas estejam espalhadas por essa zona de amortecimento de quatro quilômetros de largura, que divide a península ao longo de 250 quilômetros desde 1953.

Como nunca assinaram um tratado de paz definitivo ao fim da Guerra da Coreia, Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra.

Apesar de a DMZ ser oficialmente desmilitarizada, as extremidades norte e sul estão entre os locais mais minados do mundo. Explosões na área já provocaram diversos atritos diplomáticos e militares entre os dois países. Estima-se que mais de 800 mil minas estejam espalhadas por essa zona de amortecimento de quatro quilômetros de largura, que divide a península ao longo de 250 quilômetros desde 1953.

Como nunca assinaram um tratado de paz definitivo ao fim da Guerra da Coreia, Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra.

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