Passageiros relatam tensão no voo com destino a Tel Aviv após briga de pilotos
Segundo o ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, o pouso de emergência aconteceu por causa de um "terrorista" que "queria jogar o avião contra o solo e matar os 180 israelenses a bordo"
Publicado: 30/09/2026 às 10:39
Suposto terrorista tinha o objetivo de jogar o avião contra o solo (Reprodução / Redes Sociais)
Um voo da companhia aérea FlyDubai com destino a Tel Aviv teve que fazer uma escala na Arábia Saudita depois que um dos pilotos "tentou matar o outro com uma faca", afirmou à AFP a mãe de uma passageira israelense. "Minha filha me ligou (...) e disse que estava na Arábia Saudita. Ela disse que um piloto tentou matar o outro piloto com uma faca", declarou Yasmine Abecassis, enquanto aguardava o retorno de sua filha Miriam Shira Ohayon ao aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
A jovem viajava para Israel para participar de uma cerimônia em homenagem a seu irmão, morto em 7 de outubro de 2023 na ofensiva do movimento islamista palestino Hamas.
Alertados pelos gritos, os passageiros entraram na cabine "e dominaram o sujeito", acrescentou Yasmine. Ela disse que, com base na conversa com a filha, havia "muito sangue" e os passageiros estavam "muito angustiados porque acharam que iriam morrer".
"Houve uma tentativa de sequestro, dominamos os terroristas, precisamos de ajuda. Estamos aqui durante uma tentativa de sequestro de avião. Neste momento, já dominamos os terroristas e estamos nos preparando para pousar. Quem estiver me ouvindo: precisamos de ajuda", afirmou um passageiro, com sangue no rosto, em vídeo gravado dentro da aeronave.
Segundo o ministro da Segurança Nacional israelense, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, o pouso de emergência aconteceu por causa de um "terrorista" que "queria jogar o avião contra o solo e matar os 180 israelenses a bordo".
“Obrigado ao Criador do mundo e aos passageiros heroicos, mas a concepção de segurança de Israel precisa subir um andar! Israel fez um trabalho maravilhoso nos últimos dois anos e meio, mas não se pode parar, e é preciso continuar até a decisão absoluta no Irã, Líbano, Gaza e Judá e Samaria”, afirmou o o ministro da Segurança Nacional israelense na rede social.