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Proibição de alguns produtos canadenses nos Estados Unidos entra em vigor

Veto americano afeta produtos como cerveja, vinho, conhaque, entre outras bebidas alcoólicas

AFP

Publicado: 29/09/2026 às 06:20

A Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de julho de 2025. O governo do presidente Donald Trump afirmou que buscará a divulgação dos depoimentos do grande júri relacionados a Jeffrey Epstein, enquanto o presidente americano busca dissipar as persistentes consequências políticas sobre a condução de sua equipe no caso de tráfico sexual do financista falecido. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que o Departamento de Justiça solicitará a um tribunal que revele as transcrições do grande júri, já que o relacionamento de Trump com Epstein voltou a ser alvo de críticas devido a uma suposta carta imprópria publicada pelo Wall Street Journal. (Foto de Alex WROBLEWSKI / AFP)/ AFP

A Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de julho de 2025. O governo do presidente Donald Trump afirmou que buscará a divulgação dos depoimentos do grande júri relacionados a Jeffrey Epstein, enquanto o presidente americano busca dissipar as persistentes consequências políticas sobre a condução de sua equipe no caso de tráfico sexual do financista falecido. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que o Departamento de Justiça solicitará a um tribunal que revele as transcrições do grande júri, já que o relacionamento de Trump com Epstein voltou a ser alvo de críticas devido a uma suposta carta imprópria publicada pelo Wall Street Journal. (Foto de Alex WROBLEWSKI / AFP) ( AFP)

A proibição de entrada nos Estados Unidos de alguns produtos canadenses, em particular bebidas alcoólicas, entrou em vigor nesta terça-feira (29), uma nova etapa no conflito comercial entre os dois países.

O veto americano afeta produtos como cerveja, vinho, conhaque, entre outras bebidas alcoólicas. Também atinge derivados de leite, como o soro de leite, fonte de proteína, e até motocicletas de alta cilindrada – de mais de 800 centímetros cúbicos –, cuja rival americana é a Harley-Davidson.

A Casa Branca anunciou a medida em 8 de setembro, depois que o Canadá impôs novas tarifas a produtos americanos, em resposta às sobretaxas aplicadas por Washington.

"O problema é que eles têm tratado os Estados Unidos de forma muito injusta", disse na segunda-feira, no Salão Oval, o presidente Donald Trump.

"Eles têm se comportado como um dos piores países do mundo (...) Nós nos damos bem com a China, nos damos bem com o seu povo e fazemos bons acordos. Mas o Canadá se revelou realmente muito difícil de lidar", acrescentou.

O Executivo americano também suspendeu, em 8 de setembro, as sobretaxas punitivas sobre uma série de produtos de seu vizinho do norte.

Alguns dias depois, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou as novas medidas norte-americanas como "relativamente modestas".

Para justificar a proibição de bebidas alcoólicas, Trump destacou o boicote "discriminatório", segundo ele, ao mesmo tipo de produtos dos Estados Unidos.

Desde o ano passado, vinhos e licores americanos desapareceram das prateleiras na maioria das províncias canadenses.

Os canadenses não estão apenas descontentes com as novas tarifas de importação sobre seus produtos. Eles também rejeitam as declarações em que Trump se refere ao Canadá como o 51º estado americano.

Embora os produtores canadenses de cerveja estejam principalmente focados no mercado local, a proibição continua sendo "grave" para aqueles "que passaram anos construindo uma clientela nos Estados Unidos", ressaltou na segunda-feira Richard Alexander, presidente da Beer Canada.

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