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Entenda o que causou o desastre no Nepal que deixou quase 100 mortos

Mais de 800 pessoas ainda estão desaparecidas após a inundação que atingiu região entre o Nepal e o Tibete

Cynthia Morato e AFP

Publicado: 26/08/2026 às 15:38

 Desastre atingiu uma região da fronteira entre o Nepal e a China/Prakash Mathema/AFP

Desastre atingiu uma região da fronteira entre o Nepal e a China (Prakash Mathema/AFP)

Um tremor de terra de 4,4 de magnitude atingiu a região do Nepal pouco antes do desastre que deixou quase 100 mortos e mais de 800 pessoas desaparecidas nesta quarta-feira (26). A suspeita é que esse terremoto, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) a 10 quilômetros de profundidade, tenha causado uma avalanche no rio Lhende Khola.

Como a região havia sofrido chuvas intensas, a água congelada estava represada. A inundação repentina teria sido causada, então, pelo gelo rompido com o tremor.

As inundações e as penetrações de terra são frequentes durante a temporada de monções no verão no Nepal e em todo o Sul da Ásia. Segundo os cientistas, as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência desse tipo de características.

A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres assinalou que informações de satélite da Planet Labs indicam que um "deslizamento de neve e rochas" na fronteira entre o Nepal e a China pode ter causado inundações.

Do lado chinês, o canal estatal CCTV informou que "uma penetração de terra no lado nepalês provocou muitas vítimas e desaparecidos no porto de Gyirong". O local liga a região autônoma do Tibete com o Nepal.

 

Governos resgatam vítimas

O Exército nepalês realiza buscas aéreas e resgatou 114 pessoas do distrito de Rasuwa, um dos mais afetados, informou o governo. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, fez um apelo à unidade, mas também pediu “paciência” à população.

"Por favor, tenham paciência. O Governo assume toda a responsabilidade pelo seu resgate, atendimento médico, alimentação e alojamento. Em momentos de uma catástrofe como esta, devemos todos permanecer unidos", acrescentou.

Um porta-voz da polícia declarou à AFP que as autoridades não sabem a dimensão dos danos, mas garantiram que "alertaram as pessoas que estão perto da margem do rio para que se afastem".

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que “a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos”, assim como “atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas”, segundo a CCTV.

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