Omã enfrenta possível desastre ambiental por vazamento de petroleiro vinculado à Rússia
O Greenpeace afirmou que a mancha de petróleo passou de 20 quilômetros quadrados em 24 de julho para quase 600 quilômetros quadrados em 4 de agosto
Publicado: 06/08/2026 às 07:06
O Greenpeace afirmou que a mancha de petróleo em Omã passou de 20 quilômetros quadrados em 24 de julho para quase 600 quilômetros quadrados em 4 de agosto (Copernicus Sentinel Data 2026/AFP)
Omã enfrenta uma potencial catástrofe ambiental devido ao vazamento de petróleo de um navio-tanque ligado à frota fantasma russa, que cobre centenas de quilômetros quadrados perto de uma reserva natural, alertaram ONGs.
O navio sofreu várias explosões, informou à AFP uma empresa de segurança marítima, mas as causas ainda não foram determinadas.
A Rússia estabeleceu uma frota fantasma de navios antigos para contornar as sanções ocidentais após a invasão da Ucrânia em 2022. Especialistas afirmam que as más condições das embarcações aumentam o risco de vazamentos de petróleo.
Imagens de satélite verificadas pela Agence France-Presse (AFP) mostram o que parece ser uma mancha de petróleo que se estende a partir de um navio que está encalhado há mais de um mês perto da ilha de Al Qibliyyah, na costa sul de Omã.
Oman is facing an impending environmental catastrophe as an alleged Russian shadow fleet tanker leaks oil across hundreds of square kilometres near a nature reserve, NGOs warnhttps://t.co/B94Yg64snA pic.twitter.com/M2olVfBXqF
— AFP News Agency (@AFP) August 6, 2026
O local fica longe do Estreito de Ormuz, onde foram registrados ataques contra navios durante a guerra no Oriente Médio.
"Com o vazamento contínuo de petróleo e o navio encalhado em uma área de difícil acesso, o risco de um desastre ambiental ainda maior continua elevado", afirmou à AFP Nina Noelle, da organização ambientalista Greenpeace. Ela alertou para consequências "graves e duradouras".
O Greenpeace afirmou que a mancha de petróleo passou de 20 quilômetros quadrados em 24 de julho para quase 600 quilômetros quadrados em 4 de agosto, segundo imagens de satélite.
Dados da empresa de análise Kpler indicam que o navio Caroline Bezengi, que se acredita ser o que está vazando perto de Omã, recebeu um milhão de barris de petróleo bruto em 11 de maio no terminal de Sheskharis, no Mar Negro russo.
Grandes áreas da linha costeira da ilha de Omã parecem ter sido afetadas e "manchas adicionais de petróleo se espalham pelo mar, contaminando e prejudicando o ecossistema marinho", afirmou Noelle.
Zwijnenburg acrescentou que "uma ruptura completa do navio poderia causar uma catástrofe ambiental regional, afetando as vidas das comunidades pesqueiras de Omã e a vida marinha e a biodiversidade da ilha".