Iraque ordena ação judicial contra EUA e Arábia Saudita após ataques
Trump disse que não descarta novas ações contra grupos armados na região
Publicado: 30/07/2026 às 11:31
Primeiro-ministro do Iraque, Ali Al-Zaidi (ADEM ALTAN / AFP)
O primeiro-ministro do Iraque, Ali Al-Zaidi, ordenou ao Ministério das Relações Exteriores do país que mova uma ação judicial contra os Estados Unidos e a Arábia Saudita, depois de os dois países terem lançado em conjunto ataques no Iraque na quarta-feira (29), que causaram dezenas de mortos e feridos, segundo o exército iraquiano.
O Conselho de Segurança Nacional do Iraque, presidido por Al-Zaidi, instruiu o ministério a tomar medidas ao abrigo do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O premiê convocou ontem mesmo uma reunião de emergência do organismo após os ataques. “A reunião reafirmou a posição firme e de rejeição do governo em relação a todos os atos hostis, independentemente da parte executora ou das justificações invocadas, sublinhando que lidar com e confrontar tal agressão é uma responsabilidade exclusiva do governo iraquiano”, declarou em comunicado o Conselho.
Por sua vez, Washington alegou que as forças norte-americanas e súditas lançaram as ofensivas contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, em resposta aos bombardeios contra alvos dos Estados Unidos e instalações petrolíferas da Arábia Saudita. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não descarta novas ações contra grupos armados na região. Enquanto, o governo de Riade declarou que não objetiva escalar as tensões, mas que retaliará qualquer agressão.
Em contrapartida, o Kata'ib Hezbollah, grupo paramilitar xiita pró-Irã que opera no território do Iraque, afirmou que uma resposta aos ataques dos EUA e Arábia Saudita contra posições de milícias leais à Guarda Revolucionária no país é inevitável. O grupo ainda ameaçou que a reação poderá visar alvos americanos na Arábia Saudita e estipulou um prazo até 6 de agosto ao governo iraquiano para provar que consegue defender a soberania do país.