Um milhão de mulheres e meninas perderam assistência após cortes de ajuda humanitária
Organizações humanitárias enfrentam cortes significativos na ajuda internacional, em particular desde o retorno do republicano Donald Trump à Casa Branca em 2025
Publicado: 10/07/2026 às 07:01
Palestinos se apressam para obter comida quente de uma cozinha de caridade instalada no campus da Universidade Islâmica na Cidade de Gaza (Omar AL-QATTAA/AFP)
Pelo menos um milhão de mulheres e meninas ficaram sem assistência desde janeiro de 2025 devido aos cortes orçamentários nos organismos que atuam em situações de crise, alerta um relatório da ONU Mulheres.
As organizações humanitárias enfrentam cortes significativos na ajuda internacional, em particular desde o retorno do republicano Donald Trump à Casa Branca em 2025.
"Quase 120 milhões de mulheres e meninas precisam de ajuda humanitária", afirma a ONU Mulheres.
Com base nas respostas de 855 ONGs em 52 países afetados por crises e conflitos, o relatório revela que nove em cada 10 organizações "já não conseguem atender às necessidades atuais, como consequência da maior queda anual já registrada na ajuda pública ao desenvolvimento".
"As organizações de mulheres que correm risco de fechamento estão na linha de frente das crises humanitárias mais graves do mundo", adverte.
Em países como Afeganistão, República Democrática do Congo e Haiti, as organizações atuam "onde os atores internacionais não conseguem fazê-lo e permanecem em campo muito depois que a atenção mundial se desvia para outros temas", explicou em um comunicado Sofia Calltorp, diretora de Ação Humanitária da ONU Mulheres.
Enquanto "as necessidades atingem níveis históricos", os funcionários de 65% das organizações dirigidas por mulheres trabalham sem remuneração para garantir a continuidade dos serviços, destacou.