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Nestlé elimina uso de corantes artificiais em produtos comercializados nos EUA

Outras empresas como a Kraft Heinz, General Mills e a Mars, que produz o M&M's, também estão adotando a mesma medida no mercado norte-americano

Cynthia Morato

Publicado: 09/07/2026 às 11:37

 Fachada do prédio da Nestlé/Martin Lelievre/AFP

Fachada do prédio da Nestlé (Martin Lelievre/AFP)

Os corantes sintéticos alimentares, cosméticos e farmacêuticos, conhecidos como FD&C, foram eliminados dos produtos da Nestlé nos Estados Unidos. O anúncio foi realizado pela empresa em comunicado oficial emitido em junho deste ano.

Segundo o texto, a empresa substituiu os corantes artificiais por “soluções alternativas, mantendo a qualidade, o sabor e a experiência que os consumidores esperam”. “As receitas atualizadas já estão chegando às prateleiras, e os consumidores podem consultar os rótulos dos produtos para obter mais informações”, explica o texto.

A medida vale apenas para os produtos da Nestlé nos EUA. A Kraft Heinz e a General Mills também já haviam anunciado em junho que vão remover os corantes artificiais de seus produtos nos Estados Unidos até 2027.

Chocolates
A Mars, empresa que produz o chocolate M&M’s, também está retirando os corantes artificiais do produto. A mudança deve levar ao lançamento, ainda este ano, no mercado norte-americano de uma versão do chocolate sem as cores azul e marrom, considerados tonalidades mais difíceis de se atingir com corantes naturais.

O vermelho, amarelo e laranja, segundo informações divulgadas à imprensa, foram conseguidas com com ingredientes naturais como beterraba e cúrcuma. Os testes para o azul foram feitos com a espirulina, chamado de microalga e considerado superalimento, mas causaram problemas nas fábricas do produto nos EUA, responsáveis pela produção de 600 milhões de M&M’s por dia.

Corante está banido
Em 2025, o então presidente dos EUA, Joe Biden, proibiu o uso do corante vermelho 3, conhecido como eritosina, depois que estudos relacionaram a substância ao surgimento de câncer em ratos machos. Por conta da medida, as empresas do ramo alimentício devem eliminar o uso deste corante no país até 2027.

O corante vermelho 3 já é proibido na Austrália, Nova Zelândia, além da União Europeia. No Brasil, no entanto, o uso continua permitido.

Ainda no início de 2025, a Food and Drug Administration (FDA), agência federal do governo dos EUA responsável por proteger a saúde pública, informou que irá banir o uso dos corantes produzidos à base de petróleo dos produtos alimentícios consumidos no país.

Este ano, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., tem pressionado a indústria alimentícia com a campanha “Make America Healthy Again” (Torne a América Saudável Novamente”, em tradução livre).

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