Quase 50 mil pessoas estão desaparecidas na Venezuela
O país declarou estado de emergência, acompanhado de medidas de evacuação e suspensão de serviços essenciais
Publicado: 26/06/2026 às 16:00
Buscas por vítimas de terremotos em Catia La Mar, na Venezuela (FEDERICO PARRA / AFP)
Há quase 50 mil pessoas desaparecidas na Venezuela e os hospitais estão à beira do colapso com quase três mil feridos. O grau de destruição é muito elevado em algumas cidades do país, com a preocupação centrada em La Guaira, onde 70 mil pessoas foram afetadas pelo duplo terremoto. O número de mortos registrados já chegou a 589, anunciaram as autoridades do país.
O país declarou estado de emergência, acompanhado de medidas de evacuação e suspensão de serviços essenciais. Segundo agências de notícias, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de dois brasileiros.
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, visitou hoje a cidade de Macuto, no estado de La Guaira, a zona mais atingida pelos abalos sísmicos, para supervisionar as operações de busca e resgate, anunciando a chegada para breve de ajuda internacional.
"Solicitamos assistência internacional, e o apoio dos nossos países irmãos começará a chegar nas próximas horas. Os nossos melhores votos, todas as nossas esperanças e orações estão com o povo venezuelano", disse Rodríguez.
A tragédia gerou uma resposta humanitária internacional de larga escala, coordenada pelas Nações Unidas. O chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou que a ajuda humanitária à Venezuela requer um esforço em massa e coletivo dos outros países e as Nações Unidas liberaram 15 milhões de dólares de fundo de emergência à Venezuela.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profundo pesar “pela trágica perda de vidas” e reafirmou o compromisso total da organização com os venezuelanos em meio ao cenário de destruição generalizada em Caracas e nos estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy e La Guaira. Guterres disse que o sistema da ONU se mobilizou de forma urgente para trabalhar lado a lado com o Governo da Venezuela e os parceiros locais.
O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, declarou que a busca e o salvamento são a prioridade máxima. Atualmente, 25 equipes de resposta rápida estão sendo enviadas para o terreno, movimentando cerca de mil profissionais de resgate de vários países. O Brasil, a União Europeia e os Estados Unidos também já enviaram equipes de resgate e ajuda humanitária ao país.