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"O ministro Itamar Ben-Gvir deveria ser demitido", diz especialista em Oriente Médio

André Lajst, presidente executivo da StandWithUs Brasil critica atitude do membro do governo israelense que divulgou um vídeo humilhando ativistas pró-Gaza

Diario de Pernambuco

Publicado: 21/05/2026 às 17:47

Felipe Resk (centro) recebeu Caio Blinder (esq.) e André Lajst (dir.)/Diario de Pernambuco

Felipe Resk (centro) recebeu Caio Blinder (esq.) e André Lajst (dir.) (Diario de Pernambuco)

“O ministro Itamar Ben-Gvir deveria ser demitido do cargo. É uma vergonha que ele seja ministro da Segurança Nacional de Israel”. O comentário é de André Lajst - presidente-executivo da StandWithUs Brasil – entidade que atua para difundir informações sobre história, cultura e geopolítica de Israel e do Oriente Médio. Ele se refere ao vídeo publicado por Bem-Gvir em que ativistas da Sumud Global Flotilla (GSF), que tentavam chegar à Faixa de Gaza, aparecem com as mãos amarradas e a testa apoiada no chão, enquanto ele fala "bem vindos".

A declaração foi dada por Lajst durante visita, nesta quinta-feira (21), ao Diario de Pernambuco, onde foi recebido pelo diretor de Jornalismo, Felipe Resk. Ele estava acompanhado dos jornalistas Caio Blinder e Felipe Moura Brasil. Os três trouxeram ao Recife, para uma apresentação ao vivo, o podcast Levante – que trata de temas relacionados ao Oriente Médio.

O vídeo gerou uma onda de indignação pelo mundo e autoridades da área das relações internacionais de diversos países manifestaram seu repúdio pela forma como os ativistas foram tratados pelo ministro. O próprio primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou o vídeo e disse que "Israel tem o direito de impedir que flotilhas provocativas apoiadoras do Hamas entrem em nossas águas. Mas o tratamento dado não está em consonância com os valores e normas do país”.

Durante a visita, André Lajst contou que, quando Ben-Gvir tinha 18 anos, seu recrutamento ao exército do país foi rejeitado por ele ser "muito radical". "Em Israel, isso é bastante humilhante", contou. Para o especialista, a ação do ministro da Segurança pode ter relação com o processo eleitoral que deve ocorrer entre setembro e outubro deste ano, após o processo de dissolução do atual parlamento.

 

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