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ATAQUE AÉREO

Nas últimas 36 horas Rússia ataca a Ucrânia com mais de 1500 drones

Os bombardeios atingiram edifícios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis e estratégicas, como energéticas e ferroviárias

Isabel Alvarez

Publicado: 14/05/2026 às 17:35

Ataques de drones e mísseis russos em Kiev/ROMAN PILIPEY / AFP

Ataques de drones e mísseis russos em Kiev (ROMAN PILIPEY / AFP)

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou hoje que a Rússia lançou mais de 1.560 drones contra a Ucrânia desde o início de um prolongado ataque aéreo nas primeiras horas de quarta-feira.

“Na madrugada desta quinta-feira os russos lançaram mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis contra a Ucrânia. Houve ainda ataques com mísseis balísticos, mísseis aerobalísticos e mísseis de cruzeiro. O alvo principal deste ataque foi Kiev. No total, desde a meia-noite de ontem, a Rússia utilizou mais de 1.560 drones contra as nossas cidades e comunidades. Estas não são, definitivamente, as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os nossos parceiros não se calem perante este ataque", disse Zelensky.

Apesar de Kiev ter sido o principal alvo das forças russas, as ofensivas foram direcionadas a 20 regiões do país, incluindo Lviv, Odessa e as regiões de Kremenchuk e em Chornomorsk. Os bombardeios atingiram edifícios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis e estratégicas, como energéticas e ferroviárias. Na capital, um prédio residencial de nove andares desabou e as operações de resgate e salvamento prosseguem.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos já foram contabilizados seis mortos, vários desaparecidos sob os escombros e cerca de 40 pessoas feridas, entre elas duas crianças. Os ataques também afetaram o abastecimento de água em Kiev e o fornecimento de eletricidade em 11 regiões da Ucrânia.

Zelensky indicou esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discuta a guerra na Ucrânia durante sua visita à China e reiterou que o regresso à paz é uma urgência absoluta, apelando à resiliência interna e ao apoio internacional.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também declarou que o ataque lançado pela Rússia durante a visita de Trump à Pequim evidencia que Moscou pretende continuar o conflito, apesar da pressão de Washington para se alcançar um acordo de paz. "Este ataque bárbaro durante uma cúpula tão importante demonstra que o regime russo representa uma ameaça global à segurança internacional. Em vez de paz e desenvolvimento, Moscou opta pela agressão e pelo terror. Putin quer que esta guerra continue para prolongar o seu controle e domínio sobre a Rússia. Não deve haver ilusões nem pensamentos otimistas: só a pressão sobre Moscou pode forçá-lo a parar", acusou Sybiha.

Enquanto isso, Trump manifestou ontem otimismo quanto à possibilidade de um desfecho rápido, afirmando que as partes envolvidas chegarão a um acordo de paz em breve.

No entanto, nenhuma negociação de paz entre a Rússia e a Ucrânia acontece desde fevereiro, uma vez que Washington, que atua como mediador entre os dois países estão focados na guerra no Irã.

Já um relatório da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU), apontou que em janeiro quase 15 mil civis ucranianos morreram e 40.600 mil ficaram feridos, desde o início da invasão russa.

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