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Israel detém flotilha de ajuda humanitária a Gaza em águas internacionais

Organização da Flotilha denunciou ameaças israelenses com sequestro e violência

Isabel Alvarez

Publicado: 30/04/2026 às 12:48

Barcos de uma nova flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza partem simbolicamente do Porto Vell de Barcelona em 12 de abril de 2026/ AFP

Barcos de uma nova flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza partem simbolicamente do Porto Vell de Barcelona em 12 de abril de 2026 ( AFP)

Nesta quinta-feira (30), a Flotilha Global Sumud, que navega rumo à Faixa de Gaza com 58 embarcações em uma missão humanitária, denunciaram a interceptação de 20 barcos pela Marinha israelense e a detenção de pelo menos 175 ativistas em águas internacionais.

"Aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 embarcações da flotilha estão neste momento navegando pacificamente em direção a Israel", comunicou o Ministério das Relações Exteriores de Israel, acrescentando que os detidos foram transferidos para navios de Israel.

Anteriormente, os organizadores da Flotilha Global Samud, que transportava os ativistas procuravam quebrar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza, anunciaram que as embarcações tinham sido cercadas por navios de guerra israelense enquanto navegavam ao largo da costa de Creta, Grécia, a cerca de mil quilômetros do território israelense e em águas internacionais.

"Embarcações militares israelenses rodearam ilegalmente a flotilha em águas internacionais e ameaçaram com sequestros e violência", disse a organização, que denunciou também incidentes com "drones e barcos militares suspeitos.

A missão naval partiu no último domingo do porto de Augusta, no sul de Itália, com o objetivo de atravessar o Mediterrâneo e chegar à Gaza para entregar ajuda humanitária à população palestina. Os ativistas que participam na flotilha exigiram aos governos que ajam agora para proteger a missão e responsabilizem Israel pelo que consideram flagrantes violações do direito internacional e pelo genocídio contínuo na Palestina.

Em contrapartida, o enviado de Israel junto das Nações Unidas, Danny Danon, afirmou que as forças israelenses envolvidas na operação atuaram com profissionalismo e determinação ao enfrentarem um grupo de agitadores delirantes que procuravam chamar a atenção.

Enquanto isso, a chancelaria da Itália solicitou informações às autoridades israelenses para esclarecer as circunstâncias da operação que danificou várias embarcações da Flotilha Global Sumud. O ministro italiano das Relações Exteriores, António Tajani, instruiu as embaixadas de Roma em Tel Aviv e em Atenas para recolherem informações junto das autoridades israelenses e gregas. “O governo da Itália quer implementar as medidas necessárias para proteger os cidadãos italianos que integram a flotilha”, informou.

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