Atentado a bomba deixa 10 mortos e 12 feridos na Colômbia
Faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais, Colômbia tem registrado vários atentados
Publicado: 25/04/2026 às 17:56
Explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos (Reprodução/Redes Sociais)
Um ataque à bomba deixou 10 mortos e 12 feridos neste sábado (25) em uma região com forte presença de guerrilhas na Colômbia, em meio a uma série de atentados e faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais, informou o governador regional.
A explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos. Desde ontem, foram registrados vários atentados que as autoridades atribuem a dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016 e espalham terror pelo país.
"Foi acionado um artefato explosivo" que "deixa sete civis mortos e mais de 20 feridos com gravidade", disse, na rede social X, Octavio Guzmán, governador de Cauca. Ele também publicou um vídeo que mostra as vítimas no chão e veículos destruídos após o ataque.
Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram danos graves e buracos na via, com testemunhas que afirmam que a força do impacto as lançou por vários metros.
Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Em 2025, atentados violentos contra a força pública na região deixaram civis mortos e marcaram a pior onda de violência do país na última década.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, assegurou neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques.
A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial de 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais. O herdeiro político do presidente de esquerda Gustavo Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito, seguido pelos direitistas conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas.
Os três denunciaram ameaças de morte.
Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilegais como o narcotráfico, o garimpo e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.
Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.