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EUA diz que tomarão medidas muito em breve em Cuba

Trump também disse que Cuba se encontra numa situação difícil e que o país esta em conversações com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Isabel Alvarez

Publicado: 17/03/2026 às 17:36

Presidente dos EUA, Donald Trump /SAUL LOEB / AFP

Presidente dos EUA, Donald Trump (SAUL LOEB / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que irá tomar algumas medidas em relação a Cuba muito em breve. Trump também disse que Cuba se encontra numa situação difícil e que o país esta em conversações com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel, já confirmou recentemente que representantes das duas partes iniciaram conversações. “O objetivo dos contatos é avaliar a vontade de ambas as partes de tomar medidas concretas em benefício dos povos dos dois países, assim como identificar possíveis áreas de cooperação, sempre com base no respeito pela soberania cubana. Essas conversas objetivam buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais”, indicou.

Na véspera, o líder norte-americano ainda declarou que seria uma grande honra para ele ‘tomar Cuba’, num momento em que escala as tensões entre Washington e Havana devido aos três meses de bloqueio energético imposto pelos EUA e a promessa de retaliar qualquer país que exportasse petróleo a ilha. "Acredito mesmo que vou ter a honra de tomar Cuba, de alguma forma. Quero dizer libertá-la, ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser com ela", declarou.

As declarações surgem no meio de uma grave crise energética em Cuba, onde se registrou um apagão generalizado na segunda-feira (16), segundo a Companhia Nacional de Eletricidade. A situação agravou ainda mais as dificuldades econômicas enfrentada pelo país da ilha, marcada pela escassez de combustível e por problemas estruturais no seu obsoleto sistema elétrico.

Cuba atravessa a pior crise econômica e humanitária em mais de 30 anos, que se deteriorou desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro, pelas forças norte-americanas e com o fim do fornecimento de petróleo que Caracas enviava ao aliado. O impacto da crise energética atinge os serviços básicos e, abrange fortemente todos os setores da economia, com problemas nos transportes, turismo, educação, comunicações e saúde.

Por outro lado, Trump pressiona por uma mudança no regime comunista de Cuba e diz que a ilha é uma ameaça excepcional a segurança dos EUA.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba têm sido historicamente marcadas por décadas de embargo econômico, sanções e tensões políticas desde a ruptura diplomática que se seguiu à revolução de 1959. Nos últimos anos, o endurecimento das medidas norte-americanas aumentou a pressão sobre o governo de Havana e contribuiu para a deterioração das condições de vida na ilha.

 

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