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Estados Unidos elogiam reunião econômica realizada com a China

Os representantes dos EUA se reuniram com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e com o principal negociador comercial da China, Li Chenggang

Isabel Alvarez

Publicado: 16/03/2026 às 15:31

Secretário do Tesouro, Scott Bessent/REBECCA BLACKWELL / POOL / AFP

Secretário do Tesouro, Scott Bessent (REBECCA BLACKWELL / POOL / AFP)

Após dois dias de conversações econômicas com autoridades chinesas, que decorreram em Paris, as delegações norte-americanas, liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo representante de Comércio, Jamieson Greer, elogiaram o encontro.

Bessent descreveu as negociações como produtivas e muito boas, na divulgação do primeiro balanço oficial dos Estados Unidos.

Os representantes dos EUA se reuniram com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e com o principal negociador comercial da China, Li Chenggang, tendo como meta que Pequim aumente as importações norte-americanas de carvão, petróleo, gás natural e aviões de passageiros da Boeing. Já os chineses também manifestaram abertura para compras adicionais de produtos agrícolas dos EUA, incluindo carne de aves, boi e entre outras, ao mesmo tempo que reiteraram os planos de adquirir 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano nos próximos três anos.

Além disso, houve progresso na área dos minerais críticos, uma vez que os EUA insistem no acesso ao lítio, um elemento de terras raras essencial para a indústria de tecnologia e automobilísticas. Ambas as partes indicaram que vão trabalhar em maneiras de aliviar as restrições. As delegações também analisaram mecanismos formais para gerir o comércio e o investimento em setores não sensíveis, incluindo a possível criação de um Conselho de Comércio e de um Conselho de Investimento entre Washington e Pequim.

Mas, Bessent destacou que quaisquer resultados concretos seriam, em última análise, decididos pelo presidente Donald Trump e pelo presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula de Pequim, agendada para 31 de março a 2 de abril.

Esta rodada na capital francesa se segue a discussões anteriores que já aconteceram em Genebra, Londres, Estocolmo, Madrid e Kuala Lumpur, que objetivam ainda estabilizar as relações bilaterais depois da escalada tarifária do ano passado.

Estas conversações comerciais em Paris ainda foram uma preparação da visita prevista de Trump a China no final de março e tendo agora como pano de fundo a guerra em curso no Irã.

No entanto, Trump sugeriu que a ida a Pequim poderá ser adiada se o país não apoiar a missão naval norte-americana e internacional proposta para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz. O fechamento do estreito pelo governo de Teerã é uma rota essencial por onde trafega a maior parte do crude importado pela China e cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

Entretanto, Bessent apontou que caso haja qualquer prorrogação se deve apenas por razões logísticas. "Se as reuniões forem adiadas, não serão adiadas porque o presidente exigiu que a China patrulhasse o estreito de Ormuz. Se, por alguma razão, a reunião for remarcada, será remarcada por motivos logísticos. Será uma decisão do presidente, enquanto comandante-chefe, de permanecer na Casa Branca enquanto transcorre esta guerra ", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

A visita de Donald Trump será a primeira de um presidente norte-americano em funções em quase uma década, desde que o mesmo viajou à Pequim em seu primeiro mandato, em novembro de 2017.

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