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OTAN inicia missão para reforçar a segurança no Ártico após acordo entre Trump e Rutte

Fontes diplomáticas da aliança revelaram que outras operações, navais ou terrestres, incluindo no território da Groelândia também poderão ocorrer

Isabel Alvarez

Publicado: 11/02/2026 às 13:40

Bandeira da Otan na sede da organização em Bruxelas. Foto: AFP/Arquivos Georges Gobet/

Bandeira da Otan na sede da organização em Bruxelas. Foto: AFP/Arquivos Georges Gobet ()

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deu início nesta quarta-feira (11) de uma nova missão para reforçar a segurança na região do Ártico, uma iniciativa que foi acordada entre o chefe da aliança militar e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conter as suas ameaças de anexação da Groenlândia.

“A missão reflete o empenho da Aliança em manter a estabilidade numa das regiões mais importantes do ponto de vista estratégico", diz o comunicado do Comandante Supremo da OTAN.

O general norte-americano Alexus Grynkewich, afirmou que a operação irá permitir aproveitar o poder da Aliança Atlântica para proteger o território e garantir que o Ártico e o Alto Norte permaneçam seguros.

Fontes diplomáticas da aliança revelaram que outras operações, navais ou terrestres, incluindo no território da Groelândia também poderão ocorrer, mas este ponto ainda não foi totalmente definido.

A nova atividade da aliança, chamada Arctic Sentry (Sentinela do Ártico), foi decidida após uma reunião entre Trump e o secretário-geral da organização, Mark Rutte, em Davos, na Suíça, em janeiro. Segundo o Comando Supremo das forças aliadas na Europa, os dois líderes concordaram que a OTAN deveria assumir coletivamente mais responsabilidades na região, diante das pretensões da Rússia e ao interesse crescente da China.

A missão incidirá em uma melhor coordenação de operações já existentes, como o exercício "Arctic Endurance", promovido pela Dinamarca, ou o "Cold Response", planejado pela Noruega.

Por outro lado, o Kremlin reagiu ao anúncio, declarando que tomará contramedidas militares se os países ocidentais reforcem a presença militar na Groenlândia. “É claro que, no caso da militarização da Groenlândia e da criação de capacidades militares dirigidas à Rússia, tomaremos as contramedidas adequadas, incluindo as técnico-militares”, declarou Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo.

 

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