Trump alerta intervir contra repressão aos manifestantes no Irã
Nos últimos dias, pelo menos setes pessoas já morreram pelas forças de segurança iranianas nas manifestações contra o aumento do custo de vida, a gestão governamental e a desvalorização da moeda
Publicado: 02/01/2026 às 12:21
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou nesta sexta-feira (02) que os Estados Unidos estão prontos a agir se o Irã continuar a reprimir de modo violento e fatal a onda de protestos pacíficos que acontecem no país.
“Se o Irã disparar sobre manifestantes pacíficos e os matar violentamente, como tem por hábito fazer, os Estados Unidos vão auxiliá-los. Estamos prontos a agir, armados e preparados para intervir”, avisou Trump na sua rede social.
Nos últimos dias, pelo menos setes pessoas já morreram pelas forças de segurança iranianas nas manifestações contra o aumento do custo de vida, a gestão governamental e a desvalorização da moeda. Os protestos ocorreram principalmente na capital Teerã e na cidade de Lordegan, em Marvdasht.
Estes são os protestos mais violentos no Irã desde o movimento que contestou a morte de Mahsa Amini pelas autoridades do país, em 2022.
Por outro lado, o governo de Teerã afirmou que se Washington avançar com alguma intervenção no país, isso representará ultrapassar uma linha vermelha. A ameaça foi feita por Ali Larijani, conselheiro do Líder Supremo do Irã, o ayatollah Ali Khamenei. “O regime interpretaria a intervenção como uma ação que colocaria em causa a segurança do país.”, reagiu Larijani.
O Chefe do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também garantiu que bases e tropas norte-americanas próximas ao país são alvos legítimos e podem ser atacadas se os EUA interferir nos protestos.
"O desrespeitoso presidente americano deve saber que, com essa admissão oficial, todos os centros e forças americanas em toda a região serão nossos alvos legítimos em resposta a qualquer possível aventura; os iranianos estão sempre unidos e determinados a agir contra o inimigo agressor", declarou Ghalibaf.