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ENTREVISTA

'Torcida de costas' e desafio com Emerson Leão: Neco relembra pênaltis marcantes no Sport

Em entrevista ao Podcast Futebol Diario, ídolo rubro-negro recordou cobranças decisivas na carreira pelo Leão da Ilha.

Igor Fonseca

Publicado: 08/10/2026 às 14:25

'Torcida de costas' e desafio com Emerson Leão Neco relembra pênaltis marcantes no Sport/Foto: Sandy James/DP Foto

'Torcida de costas' e desafio com Emerson Leão Neco relembra pênaltis marcantes no Sport (Foto: Sandy James/DP Foto)

Conhecido por ser uma referência na marca do pênalti, Neco, ex-jogador do Sport, revelou ao Podcast Futebol Diario os bastidores por trás de cobranças históricas na sua carreira pelo Leão.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (08), o ex-atacante relembrou sua primeira responsabilidade na equipe profissional.

O primeiro veio no Campeonato Brasileiro de 1988, diante do Grêmio, em uma Ilha do Retiro lotada.

"Eu era batedor na base do Sport, mas nunca tinha batido no profissional. O jogo era contra o Grêmio na Ilha do Retiro, que estava lotada, e ninguém quis ir para a bola. E o goleiro era simplesmente o Mazarópi, que pegava tudo de pênalti. Aí vai o moleque, né? "Vai que você era o batedor dos juniores, vai!", relembrou.

Naquela edição do Brasileirão, nenhuma partida podia terminar empatada. Após o 0 a 0 no tempo regulamentar, a decisão foi para a disputa de pênaltis, valendo um ponto extra.

"O problema foi que, quando eu fui bater o pênalti naquela parte do placar, a torcida do Sport, no momento em que eu ajeitava a bola e olhei, estava toda de costas para mim. Imagina: um garoto da base vai bater um pênalti, com o Mazaropi no gol...", contou. "Bati o pênalti, Roberto Queiroz gritou o gol, a torcida virou de volta e começou a fazer a festa", finalizou.

O Sport venceu a disputa por 3 a 2 e garantiu o ponto extra.

Quatro anos depois, no Maracanã em uma partida contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 1992, Neco seria novamente acionado para uma cobrança decisiva.

"Eu tinha entrado no jogo, não estava nem jogando de titular. Na hora que eu entrei e aconteceu o pênalti, disseram: 'Não, você vai." Eu disse: 'Vou'.", relata Neco.

Com o placar empatado em 1 a 1, Neco teria a chance de dar a vitória ao Leão aos 43 minutos do segundo tempo.

"O problema foi a pressão de Júnior, Bebeto, e Gilmar. Júnior fez até um buraquinho ali na marca do pênalti e, quando eu colocava a bola do lado, o árbitro mandava colocar onde estava o buraco. A coisa foi tão rápida que tirei um pouquinho de grama, coloquei na parte do buraco e bati. Eu disse: 'Eu quero é que ele adivinhe o canto'. Graças a Deus deu certo e ficou na história.", relembra.

DISPUTAS COM LEÃO

Quando Emerson Leão chegou no Sport, questionou o estilo de cobrança do atacante logo nos primeiros contatos no clube.

"Quando Leão chegou no Sport, disseram a ele que eu era o melhor batedor de pênalti. Ele me falou isso e eu respondi: 'E me disseram que você era o melhor goleiro do mundo'. Aí ele disse: 'Mas do jeito que você bate, você não vai bater comigo'", conta Neco.

A resposta do atacante veio em uma disputa no CT rubro-negro contra Leão. Seguro do seu aproveitamento, o Neco decidiu propor um desafio.

"Eu treinava 30 pênaltis todo dia, independente de os goleiros ficarem ou não comigo. Aí eu disse: 'Vamos fazer o seguinte, Leão: se você pelo menos pegar um de dez, eu não bato mais deste jeito, vou treinar com força'. Ele aceitou o desafio, mas não acertava nem o canto, virava para o outro lado", concluiu.

ENTREVISTA COMPLETA COM NECO, ex-jogador e treinador do Sport 

O programa completo está disponível no canal do YouTube do Diario de Pernambuco. O podcast Futebol Diario vai ao ar ao vivo todos os dias, a partir das 10h.

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