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Venda de jogadores da base: Sport arrecada valores bem superiores a Náutico e Santa Cruz

O Leão acabou de vender 60% dos direitos econômicos do volante Zé Lucas, de 18 anos, para o Cruzeiro por cerca de R$ 27 milhões

Diario de Perambuco

Publicado: 02/08/2026 às 08:00

Douglas Santos, revelado pelo Náutico, Zé Lucas saiu do Sport para o Cruzeiro e Gilberto surgiu no Santa Cruz /Tiago Caldas, Rafael Vieira e Fernando Alves

Douglas Santos, revelado pelo Náutico, Zé Lucas saiu do Sport para o Cruzeiro e Gilberto surgiu no Santa Cruz (Tiago Caldas, Rafael Vieira e Fernando Alves )

Famosa máxima popular do futebol brasileiro de que “craque se faz em casa” vem tendo uma balança desequilibrada no futebol pernambucano nos últimos anos. As transações de atletas formados nas divisões de base do Trio de Ferro revelam um abismo: enquanto o Sport tem realizado negociações milionárias, Náutico e Santa Cruz têm contabilizado receitas bem mais modestas vindas de seus “pratas da casa”.

O Leão acabou de vender 60% dos direitos econômicos do volante Zé Lucas, de 18 anos, para o Cruzeiro por cerca de R$ 27 milhões. Apesar do valor ser menor do que foi especulado quando o jogador foi revelado, trata-se de uma quantia que vai ajudar bastante as finanças do rubro-negro.

Com a transferência de Zé Lucas, o Sport superou com folga a marca de R$ 121 milhões arrecadados em vendas da base no acumulado de 2026 a 2015 – segundo dados do jornalista Cássio Zirpoli (veja lista abaixo).

O grande marco dessa mudança ocorreu em 2024 com a venda do lateral-direito Pedro Lima ao Wolverhampton, da Inglaterra, por expressivos R$ 61,2 milhões (o Sport tinha 70% dos direitos econômicos e ficou com R$ 42 milhões do montante). Na época foi a maior transação da história do futebol do Nordeste.

NÁUTICO

No Náutico, o histórico recente reflete um volume bem mais modesto. O Timbu somou cerca de R$ 24,9 milhões em transferências de jovens formados na base no período de (2026- 2013), sustentado por picos esporádicos e vendas pontuais em momentos de alívio orçamentário.

O principal destaque permanece sendo a transferência do lateral Douglas Santos (titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026) ao Granada, da Espanha, em 2013, por R$ 7 milhões. Outros momentos de respiro para os cofres vieram com as saídas de Erick para o Braga de Portugal (R$ 5 milhões em 2017) e Thiago para o Flamengo (R$ 4,91 milhões em 2019).

SANTA CRUZ 

A situação mais delicada pertence ao Santa Cruz. Com um montante acumulado estimado em apenas R$ 8,14 milhões nas principais transações mapeadas (2026-2011), o tricolor sofre o impacto direto das sucessivas crises financeiras. As maiores vendas registradas no período foram as de Gilberto (2011) e Raniel (2017), ambas na casa dos R$ 2 milhões.

Maiores vendas de atletas da base

Sport

1º) Pedro Lima (lateral) - Wolverhampton (ING) - R$ 61,2 milhões (R$ 42 milhões para o Sport (2024)
2º) Zé Lucas (volante) - Cruzeiro - R$ 27 milhões (2026)
3º) Gustavo (meia) - Shabab Al-Ahli (EAU) - R$ 11,85 milhões (2022)
4º) Mikael (centroavante) - Salernitana (ITA) - R$ 9,91 milhões (2022)
5º) Riquelme (zagueiro) - Botafogo - R$ 7,8 milhões – (2025)

Náutico

1º) Douglas Santos (lateral-esquerdo) - Granda-ESP -R$ 7 milhões (2013)
2º) Erick (atacante) - Braga (POR) - R$ 5 milhões (2017)
3º) Thiago (atacante) - Flamengo - R$ 4,91 milhões (2019)
4º) Rogério (atacante) - São Paulo - R$ 3 milhões (2015)
5º) Mateus Cocão (volante) - Vasco - R$ 2 milhões (2023)

Santa Cruz

1º) Gilberto (atacante) - Internacional R$ 2 milhões (2011)
2º) Raniel (atacante) - Cruzeiro R$ 2 milhões (2017)
3º) Elias Carioca (atacante) - Santa Cruz R$ 1,64 milhão (2019)
4º) Warley (lateral) - Botafogo R$ 1,5 milhão (2020)
5º) Maycon Cleiton (goleiro) - Bragantino R$ 1 milhão (2021)

Fonte: Jornalista Cássio Zirpoli

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