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EPISÓDIO

Ex-presidente do Sport, Yuri Romão rebate atual gestão sobre operação envolvendo a LFU

Segundo Yuri Romão, as movimentações financeiras envolvendo empresas de ex-mandatários são algo rotineiro no Sport

Caio Antunes

Publicado: 21/07/2026 às 14:49

Yuri Romão, ex-presidente do Sport/Paulo Paiva/Sport

Yuri Romão, ex-presidente do Sport (Paulo Paiva/Sport)

Após a atual gestão do Sport acusar o ex-presidente Yuri Romão de utilizar empresas próprias em negociações envolvendo a Liga Forte União (LFU), o ex-mandatário leonino rebateu as acusações.

Em entrevista à Rádio Jornal, Yuri Romão afirmou ser comum a prática de ex-presidentes utilizarem suas empresas para aportar recursos no clube em momentos de dificuldade. O ex-mandatário garantiu que a operação se tratava de um ressarcimento e questionou o motivo de as acusações serem levantadas neste momento.

“O que chama a atenção é que esse assunto do empréstimo foi feito em dezembro. Por que oito meses depois é que a atual gestão traz esse assunto? Estou muito tranquilo porque tanto o Sport tem as informações como nós também temos”, rebateu Yuri Romão.

“As minhas empresas têm tudo mais de 20 anos abertas. Qual foi o ex-presidente que não usou as suas empresas para aportar dinheiro dentro do clube no momento em que necessitasse?”, concluiu.

Revelação da atual gestão

De acordo com o vice-presidente jurídico do Sport, Lucas Leite, , a expectativa era de que o Sport recebesse cerca de R$ 14 milhões na parcela final da LFU. Entretanto, por causa dos critérios de distribuição — como desempenho esportivo e audiência — o valor caiu para aproximadamente R$ 5 milhões.

Lucas Leite afirma que, após a eleição da nova diretoria, foi informado de que o dinheiro ainda não havia sido creditado ao clube. Dias depois, descobriu-se que houve uma movimentação bancária envolvendo esse recurso.

"No dia 15 vencemos a eleição e, no dia seguinte, fui procurado pelo profissional que fazia o financeiro do clube. Ele informou que o dinheiro da Liga não havia entrado. Acionamos o departamento jurídico e descobrimos que havia um bloqueio operacional na conta do Sport. Existia um crédito de aproximadamente R$ 5 milhões, que sequer deveria passar pela conta do clube por causa da carta-trava da operação. Logo em seguida houve um débito exatamente desse valor. O dinheiro entrou e saiu para uma empresa chamada Múltipla, cujo sócio-administrador era o ex-presidente do Sport."

Segundo o dirigente, o banco informou que o valor teria sido utilizado para quitar um mútuo firmado entre o Sport e essa empresa.

"O banco apresentou documentos informando que essa parcela da Liga havia sido dada como garantia de uma operação de mútuo feita pela empresa Múltipla para o Sport. A justificativa era de que, como o clube estava em recuperação judicial, o empréstimo teria sido realizado por intermédio da empresa. Quando o dinheiro da Liga entrasse, serviria para quitar essa dívida. Mas quem fez essa movimentação não foi o Sport. Foi o banco."

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