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Ancelotti justifica Bruno Guimarães em pênalti e projeta 'novo ciclo' da Seleção

Eliminação na Copa: Ancelotti explica Bruno Guimarães em pênalti e cobra 'novo ciclo'

Paulo Mota

Publicado: 05/07/2026 às 20:44

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira/Odd ANDERSEN / AFP

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira (Odd ANDERSEN / AFP)

A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo abriu caminho para uma crise imediata e cobranças contundentes sobre o trabalho de Carlo Ancelotti. Alvo principal das críticas após a derrota para a Noruega, o treinador italiano quebrou o silêncio para justificar a contestada escolha de Bruno Guimarães como cobrador oficial de pênaltis. O comandante assumiu a responsabilidade pelos erros, blindou o elenco e projetou a necessidade de iniciar um "novo ciclo" imediato na Amarelinha.

Questionado sobre a decisão de dar ao meio-campista a responsabilidade máxima na marca da cal, preterindo nomes do setor ofensivo, Ancelotti defendeu o critério técnico e o desempenho do atleta nos treinamentos prévios.

“Porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor na seleção era Raphinha. Naquele momento no campo, o melhor a tirar o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha e depois Bruno Guimarães, e depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo”, justificou o comandante.

Modificações e a busca por profundidade
Além das cobranças na marca penal, a leitura de jogo de Ancelotti durante os 90 minutos foi duramente contestada. As alterações promovidas ao longo da segunda etapa, que desajustaram o meio-campo brasileiro, foram blindadas pelo treinador sob o argumento do desgaste físico do elenco.

"Acho que, em uma parte, foi um bom jogo. Tivemos muitas oportunidades quando a partida estava 0 a 0. As trocas foram para dar mais frescor e profundidade para tentar ganhar a partida", pontuou.

Olhar no horizonte: a promessa de um "novo ciclo"
Com a eliminação precoce consumada, Ancelotti preferiu focar na necessidade de uma reestruturação imediata, apontando para a necessidade de absorver o golpe e iniciar um processo de transição na Seleção.

“É um momento de muita dor para todos nós, mas o futebol não para. Essa eliminação nos obriga a antecipar processos. Precisamos pensar em um novo ciclo para a Seleção Brasileira, oxigenar o grupo, dar espaço para novos valores que estão surgindo e reavaliar o que falhou aqui. O trabalho para o futuro começa agora”, concluiu.

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