Copa de 2026: quem são os protagonistas da Seleção Brasileira pensando no hexa
Conheça os protagonistas que sustentam o sonho do Brasil na Copa
Publicado: 24/05/2026 às 08:00
Jogadores da Seleção Brasileira (Rafael Ribeiro/CBF)
A contagem regressiva para a Copa do Mundo sempre traz consigo a mesma engrenagem de debates, projeções e cobranças. No entanto, para além das discussões táticas, a grande questão que fica é uma só: quem serão os verdadeiros protagonistas da Seleção Brasileira na busca pelo tão sonhado hexa?
Após um ciclo bastante conturbado, o Brasil desenha sua espinha dorsal. Setor por setor, a Amarelinha encontra sustentação em atletas que já conhecem o peso do protagonismo nos maiores palcos do futebol mundial.
Solidez na defesa
Se o ataque ganha jogos, a solidez na retaguarda é o que costuma carimbar as faixas de campeão. Na prateleira mais alta do futebol internacional, o zagueiro Marquinhos surge como uma das poucas unanimidades do setor e assume a responsabilidade de guiar a Seleção Brasileira rumo ao Mundial.
O defensor do Paris Saint-Germain chega a este ciclo com o status de grande xerife da área, mas sua importância vai muito além das quatro linhas. Amparado por múltiplos títulos na França, pela bagagem de ter sido finalista da Champions League e por anos vestindo a Amarelinha, o atleta traz a maturidade necessária para blindar o sistema defensivo em momentos de alta pressão. Na última temporada europeia, o defensor manteve a regularidade ao somar 31 partidas e balançar as redes duas vezes.
Dono do meio-campo
No meio-campo da Seleção Brasileira, a solidez e a imposição física atendem pelo nome de Casemiro. O volante, que recentemente anunciou sua despedida do Manchester United, funcionou como o grande pilar de sustentação e o termômetro dos Red Devils, assumindo a liderança em um momento de reconstrução e sendo peça vital para devolver a equipe ao cenário da prestigiada Champions League.
Seus números na última temporada impressionam para um atleta de sua função: foram 35 partidas disputadas e nove gols marcados, demonstrando um faro de artilheiro e uma presença na área adversária pouco comuns para um primeiro volante. Vivendo um momento de transição na carreira com a mudança de clube, o atleta chega focado em usar sua bagagem vitoriosa para ditar o ritmo do setor.
Dupla letal de ataque
O grande salto de patamar do Brasil para este Mundial está nas pontas. O país chega à competição respaldado por dois dos atletas mais impactantes, que buscam transformar a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid em sinergia pura com a camisa verde e amarela.
Campeão nacional pelo clube catalão, Raphinha mostrou uma regularidade assustadora e uma capacidade única de decisão. Foram 33 jogos, com 21 gols marcados e sete assistências, credenciando-o como uma das principais referências do ataque brasileiro.
Coroado como o melhor jogador do mundo no prêmio FIFA The Best em 2024, Vini Jr. ainda vive o desafio de replicar na Seleção Brasileira o protagonismo que o consagrou na Europa. Enquanto no Real Madrid, o atacante acumula bons números com 22 gols e 10 assistências em 53 jogos, com a Amarelinha ele ainda busca a sua melhor versão. Principal referência técnica da nova geração, o atacante é visto como a peça fundamental e a grande esperança de desequilíbrio do Brasil rumo ao Hexa.
Neymar é a incógnita
Correndo por fora desse quarteto que vive o ápice de suas carreiras, a Seleção Brasileira ainda contará com o nome mais emblemático de sua última década. Neymar foi convocado para o torneio. É verdade que o craque não vive o seu momento mais brilhante, cercado por questionamentos sobre ritmo de jogo e integridade física.
No entanto, sua presença em campo muda o comportamento das defesas adversárias. O camisa 10 surge como uma espécie de "fator imprevisível", o atleta capaz de resolver um jogo em um único relance de genialidade.