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Pernambuco chega à 3ª Copa do Mundo seguida sem convocados para a Seleção Brasileira

De celeiro de campeões ao esquecimento: Pernambuco fica fora da Copa pela 3ª vez consecutiva

Paulo Mota

Publicado: 19/05/2026 às 10:38

Rivaldo contra a Escócia na Copa de 1998/Acervo DP

Rivaldo contra a Escócia na Copa de 1998 (Acervo DP)

A divulgação da lista dos 26 jogadores de Carlos Ancelotti que vão defender o Brasil na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá confirmou um tabu incômodo para o futebol local. Pelo terceiro Mundial consecutivo, o estado de Pernambuco não terá nenhum atleta nativo na delegação da Seleção Brasileira, repetindo o cenário das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar), sob o comando de Tite.

O jejum contrasta drasticamente com o histórico do estado, que sempre foi um dos principais celeiros de craques do futebol nacional e ostenta quatro campeões mundiais na sua história: Vavá (bicampeão em 1958/1962), Zequinha (1962), Ricardo Rocha (1994) e Rivaldo (2002). A última vez que um pernambucano entrou em campo pelo torneio foi em 2014, no Brasil, com o meio-campista Hernanes.

Durante o atual e turbulento ciclo de quatro anos da Seleção que contou com as passagens de Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior antes da chegada do italiano Carlo Ancelotti, três atletas nascidos em Pernambuco alimentaram a expectativa de quebrar o tabu, mas acabaram correndo por fora na reta final.

O meio-campista Joelinton (revelado pelo Sport e hoje no Newcastle-ING), o lateral-esquerdo Luciano Juba (também ex-Leão e atualmente no Bahia) e o atacante Kaio Jorge (do Cruzeiro) chegaram a ser lembrados em convocações prévias, mas não se sustentaram na lista definitiva.

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Dessa forma, a única ligação do futebol do estado com a Copa de 2026 estará na lateral esquerda: Douglas Santos, titular absoluto do Zenit (RUS) e peça frequente no esquema de Ancelotti, carimbou sua vaga. Embora seja paraibano de nascimento, o jogador foi revelado nas categorias de base do Náutico.

O peso da história
A atual escassez de representantes acentua a saudade dos tempos em que Pernambuco era protagonista nas conquistas da Amarelinha. Ao todo, 10 jogadores nascidos no estado já disputaram uma Copa do Mundo.

O maior símbolo dessa era de ouro é o recifense Vavá, o "Peito de Aço". Revelado pelo Sport, ele marcou nove gols em Mundiais e foi o primeiro jogador da história a balançar as redes em duas finais consecutivas (1958 e 1962). Décadas mais tarde, Rivaldo, que iniciou a carreira no Santa Cruz, repetiu o protagonismo ao ser o maestro do pentacampeonato em 2002, anotando cinco gols.

Raio-X: Os pernambucanos em Copas do Mundo

  • Ademir Menezes (1950) – 6 jogos e 9 gols (Artilheiro)
  • Vavá (1958/1962) – 10 jogos e 9 gols (Bicampeão)
  • Zequinha (1962) – Nenhum jogo (Campeão)
  • Rildo (1966) – 1 jogo e 1 gol
  • Manga (1966) – 1 jogo (Goleiro)
  • Ricardo Rocha (1990/1994) – 3 jogos (Campeão em 1994)
  • Rivaldo (1998/2002) – 14 jogos e 8 gols (Campeão em 2002)
  • Juninho Pernambucano (2006) – 3 jogos e 1 gol
  • Josué (2010) – 1 jogo
  • Hernanes (2014) – 3 jogos

 

 

 

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