Rivalidade em jogo: Náutico pode impactar diretamente futuro do Sport na Série B; relembre casos semelhantes
O Timbu encara o CRB neste sábado (7) e pode ajudar ou atrapalhar os planos rubro-negros com o resultado do duelo
Já matematicamente livre do rebaixamento, o Náutico entra em campo pela próxima rodada da Série B para cumprir tabela, mas terá duelo de grande importância para os times que brigam pelo G6, incluindo o rival Sport. O Timbu recebe o CRB neste sábado (7), às 21h30, e poderá ajudar ou atrapalhar os planos rubro-negros com o resultado do duelo.
O adversário alvirrubro tem a mesma pontuação do Leão da Ilha na classificação, 55 pontos, e abre a zona de playoffs na 6ª posição. Uma derrota do Náutico necessariamente significaria a não entrada do rival local no G6 na 37ª rodada, independentemente do resultado do seu jogo.
Esta não será a primeira vez no futebol pernambucano que um integrante do Trio de Ferro entra em campo podendo frustrar os objetivos do outro. Relembre os casos mais emblemáticos que já ocorreram no Campeonato Estadual.
Pernambucano de 1982: Sport poderia tirar a vaga na Série A do Náutico
No Campeonato Pernambucano de 1982, o Sport se sagrou o vencedor do 1º e do 2º turno. Para ser considerado campeão sem a necessidade de uma finalíssima, o Leão da Ilha precisaria vencer também o 3º turno.
O clube leonino fez uma grande campanha e precisou encarar o Central em um jogo extra do turno para garantir o título. Uma vitória do Sport, porém, garantiria também o Náutico na Série A (Taça de Ouro) do ano seguinte. Isso porque os alvirrubros eram o vice-campeão geral e conquistariam a vaga com o Sport ganhando todos os turnos.
Se a Patativa ficasse com a vitória, ela garantiria uma final de campeonato contra o Sport e confirmaria a vaga na Série A por ser vencedora do turno em questão. Apesar da chance de colocar o rival na Série B, o Sport venceu o jogo por 1 a 0 na prorrogação e sacramentou o título antecipado.
Pernambucano de 1983: empate entre Náutico e Santa Cruz que tirou as chances de título do Sport
No Estadual de 1983, Sport, Náutico e Santa Cruz haviam conquistado um turno cada, forçando a disputa de triangular para definir o super-campeão pernambucano.
O Leão da Ilha encerrou a sua participação com dois empates por 0 a 0 contra os rivais. Na última rodada, o Timbu e a Cobra Coral empataram por 1 a 1 e, pelo critério de gols marcados, eliminaram o rival leonino e confirmaram uma decisão entre eles em jogo extra.
Em entrevista recente ao Podcast Futebol Diario, do Diario de Pernambuco, o ex-jogador tricolor Zé do Carmo revelou as ordens recebidas de fora para manter o jogo com o placar empatado e tirar as chances do Sport na competição.
“O Sport fez o primeiro e o segundo jogo e não fez gol. O terceiro (jogo) a gente já estava 1 a 1. Aí veio uma ordem do banco do Santa Cruz e do Náutico: ‘Ninguém vai”, porque o Sport não consegue mais ir para a decisão e tem mais um jogo pela frente”, revelou Zé do Carmo.
Pernambucano de 2003: provocação do Sport para o Náutico no telão
Pelo primeiro turno do Campeonato Pernambucano de 2003, o Sport venceu o Náutico por 3 a 1 na Ilha do Retiro e seguiu vivo na busca pelo título. Após o jogo, o clube rubro-negro exibiu uma frase provocativa para o Timbu no telão do estádio: “E aí, o Náutico vai abrir?”.
A pergunta faz menção à última rodada, onde os alvirrubros enfrentariam o Santa Cruz. O Leão da Ilha dependia necessariamente de uma vitória do Náutico sobre a Cobra Coral para conquistar o título do turno.
Na semana que antecedeu o jogo, o técnico alvirrubro da época, Givanildo Oliveira, chegou a se irritar com uma pergunta sobre se o Náutico poderia entregar o jogo. O comandante alegou que o tipo de questionamento era semelhante a chamar ele de “safado”.
Apesar de Givanildo rechaçar uma derrota proposital, o Timbu foi dominado pelo Santa Cruz e perdeu pelo placar acachapante de 3 a 0 no estádio dos Aflitos. O resultado garantiu o título do primeiro turno para o Tricolor do Arruda.
Casos da mesma natureza no futebol nacional
Pelo Campeonato Paulista de 2004, o Corinthians vivia situação dramática na briga contra o rebaixamento e passava a depender exclusivamente de uma vitória do São Paulo contra o Juventus-SP para evitar o descenso.
Apesar da pressão de parte da torcida, o Tricolor Paulista venceu o jogo contra o Juventus por 2 a 1, com dois gols de Grafite. O resultado garantiu a permanência do Timão na elite estadual.
Outro caso da mesma natureza ocorreu no Campeonato Brasileiro de 2009, mas com um resultado inverso. O Internacional dependia de um tropeço do Flamengo contra o seu arquirrival Grêmio para ser campeão na última rodada.
O Imortal Tricolor, porém, foi derrotado no Maracanã por 2 a 1 e evitou a possibilidade de título para o Colorado. Em entrevista anos depois, o atacante Douglas Costa, que entrou em campo pelo Grêmio na ocasião, revelou que a equipe tinha que jogar “para não ganhar”.
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