Conselheiro do Náutico critica gestão, aponta erro no orçamento e pede renúncia de Bruno Becker
Em entrevista ao Podcast Futebol Diario, o conselheiro Marcell Gati fez críticas à gestão do presidente Bruno Becker
Salários atrasados, clube brigando contra o rebaixamento, adiantamento de receitas de 2027 e, agora, com uma denúncia de irregularidades financeiras na gestão do presidente Bruno Becker, os bastidores do Náutico seguem em clima de tensão.
Reeleito no final de 2025, após conquistar o acesso para a Série B de 2026, Bruno é alvo de críticas no Alvirrubro.
Em entrevista ao Podcast Futebol Diario desta quinta-feira (15), o conselheiro do clube, Marcell Gati, pediu pela renúncia de Bruno, alegando que ele perdeu o apoio que tinha.
"Eu vou até dar um conselho, Bruno Becker, para você sair com um pingo de moral: renuncie, porque está totalmente ingovernável o Náutico", afirmou o conselheiro. "Ele está se queimando pessoal e profissionalmente, está destruindo o Náutico".
As críticas de Gati também foram sobre a gestão das contas do clube, que já havia pedido um adiantamento do patrocínio da Esportes da Sorte, referente ao ano de 2027.
"Ele antecipou o Esportes da Sorte do ano que vem. O Náutico já não teria nada para receber nessa parte", criticou Gati.
O presidente do Timbu também contava com o retorno financeiro da rescisão com a Arena de Pernambuco — ocorrida em 2016 — para pagar contas de 2026. No entanto, segundo o conselheiro, a dependência dessa verba sem a liberação garantida agravou o cenário.
"Ele fez um orçamento baseado no ovo, sem a galinha. Por ele, fez o orçamento dele, previa o dinheiro da Arena sem ter saído e alguns adiantamentos", pontuou Gati.
A reportagem do Diario de Pernambuco entrou em contato com o presidente do Náutico, Bruno Becker, mas, até a publicação nessa matéria, não obteve retorno.
Os espaços do Podcast Futebol Diario e do Diario de Pernambuco seguem abertos para quaisquer manifestação.
Na última semana, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) indeferiu o pedido do Náutico de liberação dos R$ 35 milhões devidos pela Arena Pernambuco pela rescisão do contrato com o Consórcio da Arena. O valor está depositado em processo que tramita na Justiça Federal.
RISCO DE QUEDA E SALÁRIOS ATRASADOS
Com salários atrasados, como o próprio mandatário do Náutico revelou, os jogadores da equipe decidiram não se concentrar mais antes de partidas decisivas na Série B do Campeonato Brasileiro.
Na competição, o time já engatou uma sequência negativa de duas derrotas em casa, diante do Novorizontino e contra o Vila Nova, e viu sua gordura para o Z-4 diminuir, com apenas seis pontos de vantagem para o Avaí.
Ainda assim, de acordo com o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o clube tem 6,2% de chance de ser rebaixado para a Série C um ano depois de conquistar o acesso.