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André Campos revela prazo para o Náutico receber dinheiro da Arena e enfatiza fôlego financeiro

O ex-presidente alvirrubro destacou que os valores recebidos pelo clube servirão para a quitação salarial no restante da temporada

Caio Antunes

Publicado: 11/08/2026 às 16:39

Estádio dos Aflitos, casa do Náutico/Rafael Vieira / CNC

Estádio dos Aflitos, casa do Náutico (Rafael Vieira / CNC)

Passando por problemas financeiros para quitar os salários do elenco durante a temporada, o Náutico tende a ter um fôlego financeiro para o restante do ano. O clube alvirrubro tem uma quantia bruta de R$ 32,25 milhões a receber da Arena de Pernambuco, devido a um rompimento contratual, dos quais cerca de R$ 30 milhões deverão ser destinados ao clube após o desconto das despesas com o processo. Desse montante, R$ 8 milhões serão destinados ao futebol.

Em entrevista ao podcast Futebol Diario, do Diario de Pernambuco, o ex-presidente André Campos revelou que o dinheiro deverá ser depositado nas contas alvirrubras já no início de setembro. Segundo o ex-mandatário alvirrubro, a quantia servirá para equacionar os gastos de folha salarial até o fim de 2026.

“Tudo que tem que ser feito do ponto de vista jurídico, com prestígio de alvirrubros, tem sido feito para que o Náutico receba os R$ 30 milhões que tem direito (descontando despesas com o processo). O que se espera é que seja liberado para 1º de setembro, dos quais R$ 22 milhões irão para a RJ (Recuperação Judicial) e R$ 8 milhões irão para o caixa do clube, já autorizado pelo Conselho Deliberativo”, externou André Campos.

“O que isso significa? Praticamente a regularização de toda a folha até o final do ano, fora as outras receitas. Claro que pode não acontecer esse ano, mas a tendência é de o Náutico encerrar o ano equilibrado financeiramente”, concluiu.

Relembre o caso

A Arena de Pernambuco foi condenada a pagar a quantia milionária ao Náutico pelo rompimento de contrato entre as partes em 2016. Sem mais recursos e com a decisão definitiva, o Tribunal de Contas do Estado confirmou que não há mais objeções para o Timbu receber o valor, já depositado em juízo.

Desses R$ 32,25 milhões, R$ 23 milhões são referentes à multa prevista em contrato, enquanto os outros R$ 9,25 milhões foram de indenização para o clube, que precisou realizar obras emergenciais para retornar aos Aflitos.


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