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Náutico rebate presidente do Cuiabá após críticas ao gramado e à operação nos Aflitos

Timbu citou comportamento exaltado e desrespeitoso de dirigente do Dourado durante a partida

Por Gabriel Farias

Náutico x Cuiabá, jogo da 10ª rodada da Série B, Aflitos

Após a vitória do Náutico por 1 a 0 sobre o Cuiabá, jogo da 10ª rodada da Série B, nesta sexta-feira (22), o presidente do clube mato-grossense, Cristiano Dresch, fez duras críticas ao gramado do estádio alvirrubro, à arbitragem do confronto e também ao tratamento recebido pela delegação nos Aflitos. O Timbu respondeu às declarações por meio de nota oficial.

 

Segundo o Náutico, a delegação do Cuiabá foi recebida dentro dos protocolos normalmente adotados para clubes visitantes. O Alvirrubro informou ainda que, de forma excepcional, o presidente do Cuiabá foi acomodado em uma cabine próxima às tribunas de imprensa, originalmente destinada ao analista de desempenho da equipe.

De acordo com o clube pernambucano, no entanto, Cristiano Dresch deixou o local por conta própria ainda durante a primeira etapa e teria adotado comportamento exaltado nas proximidades do vestiário alvirrubro e do banco de reservas.

“Pouco antes dos 40 minutos da primeira etapa, porém, o dirigente deixou o local por conta própria, sem qualquer comunicação com a equipe responsável pela operação, acessou a área próxima ao vestiário alvirrubro e o banco de reservas, passando a adotar comportamento exaltado, com agressões verbais e desrespeito a profissionais do Náutico e da CBF que atuavam na organização da partida”, informou o clube.

O Náutico justificou ainda que, após a quebra do protocolo previamente estabelecido, não autorizou o retorno do dirigente ao espaço inicial e o direcionou ao camarote destinado à delegação visitante.

“O Clube não admite desrespeito a profissionais em pleno exercício de suas funções e tomará as medidas cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva para que condutas dessa natureza não voltem a acontecer”, completou a nota.

O que disse Cristiano Dresch

As declarações do presidente do Cuiabá aconteceram logo após a derrota nos Aflitos. Bastante irritado, Cristiano Dresch criticou duramente as condições do gramado do estádio alvirrubro e comparou a estrutura com a Arena Pantanal.

“Vocês conhecem o gramado da Arena Pantanal? O Governo do Estado de Mato Grosso faz investimento altíssimo. O gramado da Arena é um tapete. Vai jogar num campo desse aqui, meu amigo? É o mesmo campeonato?”, questionou.

O dirigente classificou o gramado como “fofo” e “horrível”, afirmando que as condições prejudicavam o desempenho técnico das equipes.

“A bola quica, o jogador não consegue dominar a bola. Campo fofo. Campo horrível. É um campeonato que um faz sacrifício para pagar salário e o outro não paga, que um faz sacrifício para cuidar de campo e o outro faz de qualquer jeito”, disparou.

Mesmo com as críticas, Dresch afirmou que não utilizava o gramado como desculpa para o resultado negativo.

“Não perdemos por causa do campo. Não sou chorão. Não vim aqui para dar desculpa”, ressaltou.

O presidente do Cuiabá também direcionou reclamações à arbitragem comandada por Edna Alves, especialmente pela marcação do pênalti que definiu a vitória alvirrubra. 

“Esse pênalti que foi marcado hoje contra o Cuiabá foi o pênalti mais absurdo que eu já vi na minha carreira de futebol. Eu estou no futebol desde 2003. Eu nunca vi um pênalti desse”, afirmou.

Outro ponto levantado por Dresch foi justamente o tratamento recebido no estádio. Segundo ele, após deixar a cabine no intervalo, foi impedido de retornar ao espaço onde acompanhava a partida. 

“Eu desci do intervalo chateado. Para minha surpresa, uma coisa que eu estou há mais de 20 anos no futebol e que nunca aconteceu. Fui proibido de voltar para a cabine que eu assisto o jogo no meio do campo”, declarou.

O dirigente revelou ainda que tentou contato com o presidente do Náutico, Bruno Becker, mas afirmou não ter sido atendido.

Confira na íntegra a nota do Náutico

*Nota de Esclarecimento*

O Clube Náutico Capibaribe informa que recebeu a delegação do Cuiabá dentro dos protocolos normalmente adotados para clubes visitantes, oferecendo suporte, segurança e toda a assistência necessária durante a partida.

De forma excepcional, e atendendo à solicitação do clube visitante, o presidente do Cuiabá foi acomodado na cabine destinada ao analista de desempenho da equipe, em espaço próximo às tribunas de imprensa, mediante operação específica de acompanhamento e segurança.

Pouco antes dos 40 minutos da primeira etapa, porém, o dirigente deixou o local por conta própria, sem qualquer comunicação com a equipe responsável pela operação, acessou a área próxima ao vestiário alvirrubro e o banco de reservas, passando a adotar comportamento exaltado, com agressões verbais e desrespeito a profissionais do Náutico e da CBF que atuavam na organização da partida.

Diante da quebra do protocolo previamente estabelecido e visando preservar a segurança da operação - inclusive a do próprio dirigente, já que o retorno exigiria deslocamento em meio à torcida - o Náutico não autorizou seu retorno ao espaço inicial e excepcionalmente concedido, direcionando-o ao camarote destinado à delegação visitante, onde estavam os demais integrantes do Cuiabá.

O Clube não admite desrespeito a profissionais em pleno exercício de suas funções e tomará as medidas cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva para que condutas dessa natureza não voltem a acontecer.