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Com aclamação e desafios para a gestão, eleição do Náutico ocorre neste domingo (30)

Com chapa única, atual mandatário Bruno Becker será reeleito para o biênio de 2026/2027

Por Caio Antunes

Sede do Náutico, no estádio dos Aflitos

Neste domingo (30), ocorrerá a eleição para o próximo presidente do Náutico para o biênio de 2026/2027. Com chapa única, o atual mandatário Bruno Becker terá a sua reeleição aclamada em um importante dia para o futuro do Timbu.

O pleito eleitoral acontecerá na sede social dos Aflitos no horário das 8h às 17h. Ao todo, seis urnas estarão disponíveis para o associado realizar o seu voto. A apuração se inicia logo após o período de votação e às 20h será divulgado o número total de votos dados à chapa que disputa o pleito.

Apesar de candidatura única, a votação dos sócios ajuda a dar legitimidade ao processo eleitoral e ao futuro da gestão do executivo, reafirmando o teor democrático do clube. O Náutico tem 4.345 sócios aptos ao voto.

Desafios da gestão

A principal mudança na gestão de Bruno Becker começa pela vice-presidência executiva. Com a saída de Tatiana Roma, o diretor do CT Wilson Campos, Ricardo Malta, será o novo vice-presidente do Náutico.

Com o projeto intitulado “Náutico do Futuro”, Becker e Malta apresentaram os principais focos da gestão no próximo biênio alvirrubro. O atual mandatário promoverá alterações na estrutura do poder executivo, criando uma Diretoria Geralmente Executiva e um Conselho de Governança, buscando uma maior transparência na gestão.

O foco do presidente Bruno Becker será a modernidade nos diferentes setores do clube. Apesar de não de indicar nada concreto, o líder da gestão já inclinou favorável para a constituição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e para negociações pelo naming rights dos Aflitos.

Em um novo contexto de Série B do Campeonato Brasileiro, onde o Náutico não vivia há três anos, a presidência enfrentará uma competição de maior nível técnico e, principalmente, um maior poder financeiro.

O Timbu, sobretudo no primeiro ano de retorno, precisará equilibrar os gastos para competir juntamente com as novas possibilidades econômicas que foram abertas no horizonte. Um dos caminhos para a obtenção de recursos para o Náutico na próxima temporada será a negociação com as Ligas do futebol brasileiro.

Clima político

O Náutico já caminhava para uma aclamação da chapa de situação desde o início do processo eleitoral para o registro das candidaturas. Em uma reviravolta, a chapa de oposição se lançou para o pleito.

Encabeçada por Pablo Vitório e trazendo Gilberto Kabbaz como vice, a chapa “Náutico Unido” acabou desistindo da eleição pouco tempo depois do lançamento oficial da candidatura. O principal motivo, segundo os próprios candidatos, foi o técnico Hélio dos Anjos expressar abertamente que só seguiria no clube com a reeleição de Becker.

Passando por um período de maior estabilidade política, a atual gestão do Náutico pôde acelerar o planejamento para 2026 e seguir focado no projeto do clube no médio prazo, para além de questões políticas. Apesar da aclamação, Bruno Becker deverá seguir travando batalhas internas com conselheiros de oposição no Timbu.