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Futebol brasileiro gasta R$ 948 milhões e lidera ranking de transferências em janeiro no mundo

Segundo relatório divulgado pela Fifa, 456 atletas se transferiram para clubes brasileiros ao longo da janela

Estadão Conteúdo

Publicado: 05/02/2026 às 16:26

Lucas Paquetá, jogador do Flamengo/GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

Lucas Paquetá, jogador do Flamengo (GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO)

Os clubes brasileiros lideraram o mercado internacional de transferências na janela de janeiro de 2026, tanto em número de contratações quanto em valores investidos. Segundo relatório divulgado pela Fifa, o futebol do Brasil foi o que mais registrou chegadas de jogadores no período e desembolsou US$ 180 milhões, o equivalente a cerca de R$ 948 milhões, em taxas de transferência.

De acordo com o documento, 456 atletas se transferiram para clubes brasileiros ao longo da janela, número superior ao de qualquer outra associação membro da entidade. A Espanha, segunda colocada no ranking, contabilizou 244 contratações, pouco mais da metade do total registrado no Brasil.

Em termos financeiros, apenas clubes da Inglaterra e da Itália gastaram mais do que os brasileiros no período. As equipes inglesas investiram US$ 363 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) em transferências, enquanto as italianas desembolsaram US$ 283 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão).

O relatório da Fifa não inclui negociações concluídas após o fechamento da base de dados. Portanto, a transferência de Lucas Paquetá ao Flamengo - maior contratação da história do futebol brasileiro - não foi contabilizada ainda pela entidade.

O levantamento também aponta que a maior parte dos jogadores contratados por clubes brasileiros veio de equipes de Portugal. Na sequência aparecem transferências com origem no Japão, Uruguai, Colômbia e Malta, configurando os principais fluxos de entrada de atletas no País durante a janela.

O perfil do mercado brasileiro seguiu a tendência global observada no relatório. Mais de 59% das transferências internacionais realizadas em janeiro envolveram jogadores que estavam sem contrato. As operações por empréstimo responderam por cerca de 24% do total, enquanto apenas 17% das negociações foram transferências definitivas.


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No cenário mundial, os clubes concordaram em pagar taxas em aproximadamente 17% de todas as transferências concluídas no período, com valor médio em torno de US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 10 milhões). A proporção foi mais elevada entre clubes da Uefa, que também registraram as maiores médias financeiras por negociação.

A idade média dos atletas envolvidos em transferências internacionais na janela de janeiro foi de 24,9 anos. Entre as associações com maior volume de contratações, a Nigéria apresentou os jogadores mais jovens, com média de 21,7 anos, enquanto a Indonésia teve a média mais alta, de 29,4 anos.

O relatório da Fifa faz parte de um panorama global que contabilizou 5.973 transferências internacionais em janeiro de 2026, número recorde e cerca de 3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com movimentação financeira total de US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões).

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