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COPA DO MUNDO

Os gastos astronômicos que aguardam os torcedores na Copa do Mundo

Ingressos esgotam rápido, mas despesas extras elevam ainda mais o custo da viagem para o Mundial de 2026

AFP

Publicado: 02/03/2026 às 12:10

Metlife Stadium, palco da final da Copa do Mundo de 2026/Divulgação/PSG

Metlife Stadium, palco da final da Copa do Mundo de 2026 (Divulgação/PSG)

Quase sete milhões de ingressos foram colocados à venda para a Copa do Mundo de 2026, muitos a preços exorbitantes devido à alta demanda, mas o custo da estadia dos torcedores na América do Norte pode disparar ainda mais quando despesas adicionais forem incluídas.

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- Quantos ingressos? -

Segundo a Fifa, quase sete milhões de ingressos foram colocados à venda. A compra por pessoa é limitada a quatro ingressos por jogo e 40 para todo o torneio, que acontecerá nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

Mais de dois milhões de bilhetes foram comprados durante a primeira fase de vendas, realizada em outubro por meio de sorteio. O segundo período (dezembro a janeiro) também foi baseado em um sistema de sorteio e atraiu um número recorde de 508 milhões de inscrições.

Os jogos mais solicitados foram Colômbia x Portugal (27 de junho em Miami), México x Coreia do Sul (18 de junho em Guadalajara) e a final (19 de julho em East Rutherford, Nova Jersey).


- Preços nas nuvens... -

Para a maior Copa do Mundo da história (48 seleções, 104 jogos), a Fifa criou um sistema de preços variáveis para os ingressos, dependendo das partidas.

Segundo a associação Football Supporters Europe (FSE), o dossiê da candidatura prometia ingressos a partir de US$ 21 (aproximadamente R$ 110 na cotação atual) , mas o preço mais baixo foi fixado em US$ 60 (R$ 310), para Brasil x Haiti e Áustria x Jordânia.

A maioria dos ingressos custa pelo menos US$ 200 (cerca de R$ 1.000) para os jogos dos times principais e US$ 2.000 (pouco mais de R$ 10 mil) para a final na categoria mais barata, enquanto os melhores lugares chegam a custar US$ 8.680 (quase R$ 45 mil).

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, atribuiu esse aumento ao "mercado".

"Nos Estados Unidos, em particular, existe algo chamado precificação dinâmica, que faz com que os preços subam ou desçam dependendo da demanda e da programação da partida", argumentou o dirigente.

Criticada por essa estratégia de preços, a Fifa criou uma categoria de ingressos de US$ 60 reservados para membros de associações de torcedores, mas essa cota é limitada.

Para os torcedores que podem investir mais, a Fifa oferece "pacotes" que combinam ingressos e espaços reservados (sala VIP ou lounge): para o duelo França x Senegal, no dia 16 de junho, em East Rutherford, a opção custa entre US$ 2.900 (R$ 15 mil) e US$ 4.500 (R$ 23 mil).


- ...e vão aumentar ainda mais -
A Fifa reservou um número não divulgado de ingressos que serão oferecidos de abril até o final da competição para uma venda de última hora.

Em último caso, existem as plataformas de revenda, incluindo a gerida pela própria Fifa. Este mercado secundário é livre - cada revendedor define o seu próprio preço - nos Estados Unidos e no Canadá, um sistema que eleva ainda mais os preços, já excludentes.

Um lugar na parte superior das arquibancadas para assistir a México x África do Sul pode custar de US$ 895 (R$ 4.600) a US$ 5.324 (R$ 27 mil).


- Despesas adicionais -
Além do custo de acesso aos estádios, uma parcela significativa dos espectadores também precisa considerar outras despesas, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte urbano.

Vários estádios estão localizados longe do centro da cidade, e uma vaga de estacionamento no local pode custar entre US$ 75 (R$ 380) em Atlanta e US$ 300 (R$ 1.500) em Los Angeles.

Para os visitantes que não possuem o ESTA (Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem), a conta também aumenta com o visto de turista, que pode custar US$ 185 (R$ 950).


– As alternativas –
Os torcedores que viajarem sem ingresso ainda poderão aproveitar a atmosfera das "Fan Festivals" que deverão ser organizadas nas 16 cidades-sede.

O estádio de Kansas City, onde a Argentina fará sua estreia no dia 16 de junho contra a Argélia, poderá receber até 25 mil pessoas para os seis jogos programados na cidade, além de outras partidas do torneio.

Em Nova York, as instalações do US Open serão parcialmente transformadas em uma fan zone com capacidade para 10 mil pessoas entre os dias 17 e 28 de junho. Ao contrário das outras fan zones, a entrada será paga.

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